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É “urgente” aumentar a construção nova, alertam mediadores imobiliários

Luís Lima avisa que a falta de stock está a destabilizar os preços das casas / APEMIP
Luís Lima avisa que a falta de stock está a destabilizar os preços das casas / APEMIP
Autor: Redação

Os mediadores descartam o cenário de “bolha” imobiliária, mas consideram “urgente” aumentar o “stock” de imóveis nas cidades de Lisboa e Porto. Para a Associação dos Profissionais e Empresas de Mediação Imobiliária de Portugal (APEMIP) - depois do boom da reabilitação urbana - a solução está agora na construção nova, para fomentar um maior equilíbrio nos preços.

“O imobiliário, juntamente com o turismo, está a ser o motor da economia nacional”, sublinhou o responsável da APEMIP à Lusa, alertando para o problema de "stock" de imóveis, em que se regista “muita procura e pouca oferta”. Para o representante dos mediadores imobiliários “a reabilitação do edificado não chega”, sendo necessário investir em construção nova em Lisboa e no Porto.

“Não havia necessidade de ir para as periferias, porque mesmo no centro da cidade de Lisboa, não no sítio mais central, por exemplo, na freguesia dos Olivais há muitos terrenos onde se pode construir habitação nova”, adiantou Luís Lima, considerando que assim pode existir um maior equilíbrio de preços.

Estado é quem pode "regular" preços

O presidente da APEMIP rejeitou, ainda assim, o cenário de “bolha imobiliária, porque os nossos preços, comparando com a Europa, são muito diferentes”, mas referiu “pequenas bolhinhas nalgumas zonas, nomeadamente de Lisboa e Porto, que preocupam, porque os preços estão a subir mais do que aquilo que é razoável".

"Os nossos preços em relação ao resto da Europa são muito mais baixos: são metade de Madrid, um quarto de Paris, um oitavo de Londres, só que o rendimento dos portugueses não é igual ao dos espanhóis, dos franceses, dos ingleses", sublinhou ainda representante dos mediadores imobiliários, apelando ao "bom senso" quando se fazem comparações.

O representante dos mediadores imobiliários considera que "só o Estado, seja através do Estado central ou das autarquias, é que pode atenuar este crescimento de preços", pelo que deverá adotar uma estratégia de investimento na construção de nova habitação.