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“Relançamento do investimento público em infraestruturas” é crucial, alerta FEPICOP

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Autor: Redação

O desempenho do setor da construção manteve-se positivo durante os primeiros meses de 2018, conclui a Federação Portuguesa da Indústria da Construção e Obras Públicas (FEPICOP), alertando, no entanto, para a necessidade de haver uma aposta maior no investimento público. 

“A recuperação sustentada do setor da construção pressupõe o relançamento do investimento público em infraestruturas, um aspeto crucial que ganha relevância acrescida no momento em que se inicia a discussão pública sobre o Plano Nacional de Investimento 2030 (PNI 2030)”, refere a entidade em comunicado.

Segundo a FEPICOP, o início do ano é prometedor, com o emprego da construção a crescer 0,1% no primeiro trimestre face ao período homólogo e com o número de desempregados do setor inscritos nos centros de emprego a diminuiu 26% em termos anuais. Paralelamente, o consumo de cimento cresceu 2,9% até ao final de maio, quando comparado com os primeiros cinco meses de 2017.

“Contudo, as contribuições resultantes do investimento privado e do investimento público para o comportamento da produção têm-se revelado bastante diferentes, com os indicadores disponíveis a apontarem para um contributo bem mais positivo do setor privado”, lê-se no documento.

Mercado das obras públicas dececionante

A federação refere que o número de fogos habitacionais licenciados e respetiva área de construção e área de construção de edifícios não residenciais têm registado – no setor privado – taxas de crescimento superiores a 38%, no primeiro caso, e a 9%, no segundo. O mesmo não sucede no mercado das obras públicas, que se tem “revelado dececionante, com o valor dos anúncios de empreitadas de obras públicas a cair 8% em termos homólogos, até maio, e o montante total dos contratos de empreitadas celebrados a crescerem menos de 5%, no mesmo período”.

De acordo com a FEPICOP, o número de novos fogos habitacionais licenciados até abril ultrapassou os 6,1 mil (+38% que no período homólogo) e a respetiva área de construção ascendeu a 1,4 milhões metros quadrados (m2), mais 396.000 m2 que no período homólogo. 

área total licenciada para construção de edifícios não residenciais cresceu, até final de abril, 9,2% em termos homólogos. “O principal destino da área já licenciada em 2018 foram os edifícios industriais, que registaram um acréscimo de 13%, face a igual período do ano passado, e responderam por 40% da área total licenciada”, conclui a entidade, salientando que a área destinada a fins turísticos registou uma quebra de 33%, “não chegando a representar 7% da área total licenciada até abril de 2018”.