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Requalificação do Mercado do Bolhão vai durar mais (um ano) que o previsto

Obras arrancaram em maio de 2018 e devem estar concluídas em maio de 2021 (e não de 2020).

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Autor: Redação

As obras de requalificação do Mercado do Bolhão, no Porto, cujo término estava previsto para maio de 2020, vão ser prolongadas por mais um ano, devido à necessidade de alterar “o método construtivo”. A confirmação foi dada pelo presidente da Câmara Municipal do Porto (CMP), Rui Moreira. 

“Depois de apuradas e sedimentadas do ponto de vista técnico todas as circunstâncias, a obra do mercado do Bolhão não irá durar os 24 meses previstos no concurso, mas será prolongada por mais 50% do tempo”, revelou o autarca, em conferência de imprensa.

Segundo a Lusa, a 15 de maio de 2018, a CMP divulgou no seu site que a obra de restauro do edifício do Mercado do Bolhão tinha sido naquele dia adjudicada e que as “primeiras máquinas” já tinham entrado no edifício centenário, prevendo-se que a reabilitação ficasse pronta dentro de “dois anos”.

O atual projeto de recuperação do Bolhão, classificado como Monumento de Interesse Público em 2013, é a quarta iniciativa da autarquia para requalificar o espaço centenário ao longo dos últimos 30 anos.

Anunciado a 22 de abril de 2015, o atual restauro do Mercado do Bolhão foi adjudicado em novembro, mas foi preciso esperar por março para obter o último visto do Tribunal de Contas.

Entretanto, e segundo o site Porto.pt – é produzido pelo gabinete de comunicação e promoção da CMP –, em nada o atraso na requalificação do mercado do Bolhão é causado pela obra do túnel do Bolhão, estando estimada a reabertura ao trânsito pedonal na Rua Formosa já em fevereiro de 2020.

Segundo a publicação, que cita as declarações de Rui Moreira aos jornalistas, os “comerciantes não ficaram surpreendidos” com o anúncio do atraso da obra. Reclamaram, no entanto, mais apoio da cidade durante o tempo que ainda lhes resta no Mercado Temporário do Bolhão.

A obra de restauro do Bolhão é complexa e as vicissitudes encontradas no curso dos trabalhos levam a que o prazo da conclusão da empreitada se estenda por mais um ano. Desde logo, pelo trabalho “de relojoaria” que a mesma implica. “Trata-se não de construir, mas de reconstruir” o Mercado do Bolhão, referiu Rui Moreira.