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Construtora Mota-Engil lidera corrida a projeto de 440 milhões no Gana

A portuguesa encontra-se ainda a discutir dois concursos de mais duas autoestradas, no valor conjunto de 1,5 mil milhões de euros, no Uganda e Camaraões.

Photo by C Dustin on Unsplash
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Autor: Redação

O consórcio liderado pela construtora portuguesa Mota-Engil foi pré-qualificado para a construção, operação e manutenção, até 2052, de uma autoestrada no Gana, que vai ligar a capital do país (Acra) à cidade onde está instalado o maior porto (Tema) . Esta será, de resto, a primeira PPP – Parceira Público-Privada em curso no Gana, com um valor de investimento avaliado em cerca de 500 milhões de dólares, cerca de 442 milhões de euros.

O consórcio, segundo o Jornal Económico, que avança a notícia, integra a AIIM – Africa Infrastructure Investment Managers, um fundo de investimento em infraestruturas da África do Sul; a STOA, uma subsidiária da francesa Caisse des Dépôts; e o grupo de engenharia Egis, também de origem gaulesa. O agrupamento conta ainda com o Jacobs Engineering Group, anteriormente designado LeighFisher, na qualidade de assessor técnico.

A Mota-Engil é a 76ª maior construtora do mundo cotada em bolsa de acordo com o volume de negócios obtido em 2019, segundo o ranking “Global Powers of Construction”, elaborado pela Deloitte. É única portuguesa no top 100, tendo atingido 3,188 milhões de dólares (2,690 milhões de euros) em vendas no ano passado, tal como o idealista/news noticiou. 

Mota-Engil na fase final de projetos nos Camarões e Uganda

A construtora portuguesa está envolvida na fase final de discussão de mais outros dois concursos no setor rodoviário em África, no valor conjunto de cerca de 1,8 mil milhões de dólares (cerca de 1,5 mil milhões de euros), ainda de acordo com o Jornal Económico. 

Em causa está a concretização do projeto de autoestrada entre Yaoundé e Douala, nos Camarões, com um valor de investimento avaliado em cerca de 700 milhões de dólares (cerca de 595 milhões de euros), e construção  da autoestrada entre Kampala e Jinja, no valor estimado de cerca de 1,1 mil milhões de dólares (cerca de 935 milhões de euros), no Uganda.