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Novo hospital CUF Tejo em números: um edifício de 170 milhões e mais de 75 mil m2

O edifício foi projetado pelo arquiteto Frederico Valsassina.

CUF Tejo
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Autor: Redação

A construção do novo hospital CUF Tejo, locallizado em Alcântara, em Lisboa - substitui o Hospital CUF Infante Santo, o mais antigo hospital privado do país -, está oficialmente concluída. A nova unidade conta com mais de 75.0000 metros quadrados (m2) e assume-se como uma das “mais diferenciadoras unidades de saúde privadas a operar em Portugal”, assente numa infraestrutura física e tecnológica moderna. O espaço custou 170 milhões de euros.

Ao todo, o edifício projetado pelo arquiteto Frederico Valsassina para acolher o novo hospital, conta com mais de 75.000 m2 área bruta de construção, distribuídos por seis pisos acima do solo e quatro no subsolo, incluindo três de estacionamento com 800 lugares. A gestão da obra esteve a cargo da Engexpor, que acompanhou a execução dos trabalhos durante quatro anos, além de ter realizado a gestão de projeto desde a fase inicial de conceção. A execução de obra coube, por sua vez, à Teixeira Duarte.

Do total edificado, 35.500 m2 são exclusivamente dedicados a áreas clínicas e de suporte, tendo sido criados 113 gabinetes de consulta e 65 gabinetes de exames, 10 salas de bloco operatório, 213 camas de internamento geral e 14 camas de cuidados intensivos.

O novo hospital “é o primeiro no país com um modelo de organização clínica por patologia estruturado em 14 Centros Clínicos para dar resposta às doenças do futuro, nomeadamente nas áreas de oncologia, neurociências e cardiovascular”, segundo o comunicado enviado às redações.

CUF Tejo
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Novo hospital CUF Tejo em números

  • + 75.000 m² de área total edificada
  • 35.500 m² para áreas clínicas e de suporte
  • 7.800 m² de espaços verdes
  • 800 lugares de estacionamento
  • 14.300 m³ de betão
  • 2.350 toneladas de aço
  • 72.300 m² de cofragem
  • +- 650 trabalhadores diários
  • 113 gabinetes de consulta
  • 65 gabinetes de exames
  • 10 salas de bloco operatório
  • 213 camas de internamento geral
  • 14 camas de cuidados intensivos

“O novo hospital CUF Tejo é uma obra de referência e foi um privilégio termos participado na sua execução. Mas foi igualmente um desafio num setor tão sensível como o da saúde. A envergadura do projeto, as características do terreno e a proximidade do rio elevaram substancialmente a complexidade técnica da obra que implicou soluções de engenharia e métodos construtivos muito exigentes. Além disso, o número e diversidade de intervenientes, numa média diária de cerca de 650 pessoas on site, obrigou-nos a um esforço acrescido para garantir o bom ritmo dos trabalhos e o controlo de custos”, comenta Miguel Alegria, CEO da Engexpor.

Construção e equipamentos sustentáveis poupam água e energia

A geo-morfologia do terreno na Frente Ribeirinha de Lisboa, onde o novo hospital está implantado, implicou o uso da técnica construtiva top down na execução da estrutura de betão armado enterrada.

“Este processo caracteriza-se por inverter a ordem de construção dos pisos no subsolo com o objetivo de limitar a movimentação do solo e, por conseguinte, minimizar os impactos negativos nas edificações vizinhas. É um método de construção complexo e exigente na monitorização permanente dos trabalhos, sendo, neste caso o único compatível com as condicionantes existentes a nível de infraestruturas e características do terreno”, lê-se ainda no documento.

Na execução do novo hospital foram ainda adotadas soluções que tornam o edifício mais eficiente e sustentável a nível ambiental. Entre essas medidas está a criação de um sistema de tratamento e de uma rede de distribuição de água reutilizável nas instalações não hospitalares, assim como o uso de dispositivos de eficiência energética classe A e A+ em diversos equipamentos, que permitirão uma poupança de 30% nos consumos dos autoclismos e de 25% noutros mecanismos.

A redução da pegada ecológica é também conseguida por meio da utilização de materiais eficazes do ponto de vista energético e acústico na fachada do edifício, além da instalação de um sistema fotovoltaico de 140 painéis na cobertura, que irá cobrir parte das necessidades de eletricidade através de uma fonte de energia limpa e renovável.