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Expansão de redes de metro recebe investimento de 184 milhões no OE2021

Projetos para Lisboa, Porto e Mondego contemplados na proposta do Orçamento do Estado para 2021, apresentada pelo Governo no Parlamento.

Photo by Fabrizio Verrecchia on Unsplash
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Autor: Lusa

O Governo prevê um investimento de 184 milhões de euros em 2021 para a expansão das redes de metro, de um total de 847 milhões de euros, segundo o relatório da proposta de Orçamento do Estado. “Ao longo dos próximos anos, as redes de metropolitano sofrerão uma expressiva expansão, prevendo-se um investimento total de cerca e 847 milhões de euros, dos quais 184 em 2021”, lê-se no documento, entregue no parlamento e disponibilizado na página da internet deste órgão.

De acordo com o relatório, em Lisboa, estima-se que o investimento terá um impacto de 58 milhões de euros.

O plano de expansão prevê o prolongamento da estação do Rato (Linha Amarela) até à estação do Cais do Sodré (Linha Verde), com a abertura de duas novas estações, Estrela e Santos, criando um anel envolvente da zona central da cidade (Linha Verde).

O Metropolitano de Lisboa contará também com um aumento da frota de 20%, com mais 14 unidades triplas.

No Metro do Porto, o Governo estima que cerca de 111 milhões de euros, de um total de 501 milhões, serão destinados à expansão da rede.

No total, serão criadas sete estações ao longo dos novos seis quilómetros de linha, sendo construída a nova linha Rosa (entre a Casa da Música e São Bento) e alargada a Linha Amarela (até Vila d’Este).

Em dezembro de 2019, a Metro do Porto anunciou o vencedor do concurso para o fornecimento de 18 novas unidades circulantes, investimento de cerca de 61 milhões de euros.

Em relação ao Sistema de Mobilidade do Mondego, prevê-se um investimento de cerca de 87 milhões de euros, dos quais cerca de 50 milhões de euros a executar em 2021.

Segundo o relatório, foi projetada uma solução de ‘metrobus’ elétrico que aproveitará o investimento em infraestruturas feito anteriormente e que se constituirá num troço urbano (Alto de S. João/Coimbra e Linha do Hospital) e num troço suburbano (Serpins/Alto de S. João), este último já com obra no terreno desde setembro.