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Licenças de construção nova e reabilitação para habitação voltam a subir

Reforço da oferta de nova construção residencial deverá contribuir para o fenómeno de ajustamento dos preços das casas, diz Bruxelas.

Photo by Bernard Hermant on Unsplash
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Autor: Redação

Entre julho e setembro de 2020, e em relação ao trimestre anterior, a emissão de licenças de construção nova e reabilitação de edifícios habitacionais pelas câmaras municipais aumentou 12,2%, em resultado de um crescimento de 10,7% na construção nova e de 18,3% na reabilitação, de acordo com a Síntese Estatística da Habitação da Associação dos Industriais da Construção Civil e Obras Públicas (AICCOPN). De acordo com Bruxelas, o reforço da oferta de nova construção residencial deverá contribuir para o fenómeno de ajustamento dos preços das casas, que começaram a desacelerar no segundo trimestre de 2020 - e a expectativa da Comissão Europeia (CE) é que venham a cair mais, no curto prazo, tal como o idealista/news noticiou.

Segundo a AICCOPN, e observando o total dos primeiros nove meses do ano, assiste-se a uma diminuição de 2,2% que resulta de uma variação de -0,1% na construção nova e de -9,2% na reabilitação. No que diz respeito ao licenciamento de fogos em construções novas a variação trimestral foi de 1,9% e a variação acumulada até setembro foi de -2,3%, em termos homólogos.

A síntese estatística destaca ainda a região Centro, onde o número de fogos licenciados em construções novas nos doze meses terminados em setembro de 2020 totalizou 4.942, o que traduz um crescimento de 3,6% face aos 4.768 alojamentos licenciados nos 12 meses anteriores. Destes, 68,8% são de tipologia T3 ou superior e 18,6% de tipologia T2. Quanto aos valores de avaliação bancária na habitação nesta região verificou-se, em setembro, um aumento em termos homólogos de 4,8% para 832 euros. por m

No que diz respeito à concessão de crédito à habitação, desde o início do ano, já foram concedidos 8,1 mil milhões de euros, o que corresponde a um acréscimo de 6,9% face a igual período do ano anterior. Em setembro, o valor mediano de avaliação bancária, realizada no âmbito da atribuição de crédito para a compra de casa, manteve-se em 1.128 euros/m2, valor igual ao observado no mês anterior e que traduz uma subida de 5,8% comparado com setembro de 2019.

De acordo com a mesma fonte, o consumo de cimento no mercado nacional, no 3º trimestre de 2020, manteve a tendência de crescimento sustentado, com um aumento homólogo de 11,7%. Desde o início o ano, o consumo desta matéria-prima já totaliza 2,7 milhões de toneladas, o que corresponde a um aumento de 10,4%, em termos homólogos.