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Sacyr Somague: "Apesar da pandemia vamos crescer 10% a 15%"

CEO da construtora de base espanhola revela aumento do volume de negócios em 2020. Quanto a este ano diz que vai ser "muito difícil”, mas “não pode ser pior”.

Photo by Jason Richard on Unsplash
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Autor: Redação

O ano de 2020 "foi muito complicado”, mas, ainda assim, a Sacyr Somague prevê fechar o exercício com um aumento de 10% a 15% do volume de negócios, em plena pandemia. A construtora de base espanhola faturou 179 milhões de euros em 2018, tendo registado um crescimento para 202 milhões de euros em 2019 e chegará aos 230 milhões de euros em 2020.

“Apesar da pandemia, vamos ter seguramente um crescimento”, antecipa o CEO da Sacyr Somague, considerando que 2021 vai ser “muito difícil”, mas “não pode ser pior”, tendo em conta a “bazuca europeia” e “as expectativas”, que são o que faz “mover a economia”.

Em entrevista ao Negócios, Eduardo Campos recorda que, entre 2015 e 2017, a empresa viveu “anos muito duros”, em que precisou “de injeções de capital muito fortes” do seu acionista, mas que a companhia “conseguiu ultrapassar a situação”. Hoje, garante o gestor, “não precisamos praticamente de nenhuma ajuda”, mas “ainda não estamos a gerar resultado líquido para o grupo”.

Questionado pelo diário sobre se disponível para parcerias com construtoras portuguesas para apresentar-se a concursos públicos, como de hospitais, por exemplo, responde de forma taxativa: "Sem dúvida. Sempre tivemos e vamos continuar a ter parcerias com empresas portuguesas. Para este plano de investimento futuro não temos ainda uma estratégia decidida, mas muito provavelmente será com alguma empresa portuguesa", frisando que, porém, "não somos excluidores. Para mim o facto de ser portuguesa ou não ser não é decisivo. Mais importante do que ser portuguesa ou francesa é se tem competências ou equipamentos que eu não tenho e preciso".

O presidente executivo da Sacyr Somague considera, por outro lado, que o debate sobre a alta velocidade tem de ser aberto obrigatoriamente em Portugal. No seu entender, o país não pode continuar isolado na Europa, defendendo que em paralelo com a nova linha prevista entre Lisboa e Porto se avance com a ligação a Madrid, capital espanhola.

"O Governo já disse que entra, dentro dos planos, as ligações Porto-Lisboa e Porto-Vigo. Eu partilho a 100% essa necessidade, mas eu faria também a conexão Lisboa-Madrid. Isso significaria ter uma conexão definitiva com Espanha e com a Europa", argumenta Eduardo Campos, citado pelo jornal.