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Construção foi um dos cinco setores que aumentou a faturação durante a pandemia

Entre março e novembro de 2020, o setor da construção registou um crescimento homólogo da faturação de 4%, segundo dados do INE.

Imagem de LEEROY Agency por Pixabay
Imagem de LEEROY Agency por Pixabay
Autor: Redação

A construção foi um dos cinco setores que aumentou a faturação durante a pandemia da Covid-19, mais concretamente entre março e novembro de 2020, face ao período homólogo. Em causa está um crescimento de 4%, segundo dados divulgados recentemente pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), com base na informação da plataforma e-fatura, da Autoridade Tributária e Aduaneira (AT).

“(...) No período entre março e novembro de 2020, apenas cinco ramos registaram acréscimos de faturação face ao período homólogo: CF – Fabricação de produtos farmacêuticos de base e de preparação farmacêuticas (+19,8%), MB - Investigação científica e desenvolvimento (+10,7%), JC – Consultoria e atividades relacionadas de programação informática; atividades dos serviços de informação (+7,6%), JB – Telecomunicações (+4,4%) e F – Construção (+4,0%). Note-se, contudo, que, com exceção da Construção (4,7%), os restantes ramos que apresentaram taxas de variação homólogas positivas, representavam, individualmente, menos de 1,5% do valor global de faturação de 2019 (CF: 0,4%; JB: 1,4%; JC: 1,4%; MB: 0,1%)”, lê-se no boletim do INE.

De acordo com a mesma fonte, durante os nove meses em análise verificou-se, em Portugal, uma redução homóloga de -14,8% no valor da faturação, destacando-se com valores superiores à média nacional o Algarve (-29,1%), a Região Autónoma da Madeira (-21,9%) e
a Área Metropolitana de Lisboa (-18,4%). “Em Portugal e em todas as NUTS II, esta contração foi mais acentuada de março a maio (-23,1%), período coincidente com a fase de confinamento associado ao primeiro estado de emergência”. 

No período em causa, indica ainda o INE, os valores de faturação das Atividades de alojamento e das Atividades artísticas, de espetáculos, desportivas e recreativas representaram menos de metade do valor faturado no mesmo período de 2019.