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Braga quer mudar-se para antigo estádio e apresenta projeto de 60 milhões de euros

O presidente da Câmara de Braga não concorda com o projeto, pois a ideia apresentada passa por criar uma nova infraestrutura e não por reabilitar o velho estádio.

Estádio 1º em Maio /  Estúdio Horácio Novais / Flickr
Estádio 1º em Maio / Estúdio Horácio Novais / Flickr
Autor: Redação

O Sporting Clube de Braga (SC Braga) quer voltar às suas origens, e, para isso, pretende requalificar o antigo estádio 1º de Maio por 60 milhões de euros. Para trás fica o atual estádio apelidado de “a Pedreira”, construído para o Euro-2004, que soma uma fatura que já se aproxima dos 200 milhões de euros.

A vontade do SC Braga de regressar ao estádio que deixou há 17 anos não é nova, uma vez que desde há algum tempo que se tem vindo a sentir problemas no estádio atual no que diz respeito à acessibilidade e conforto dos adeptos e utilizadores. Em dezembro de 2020, o clube português liderado por António Salvador levou o seu desejo mais longe, entregando à Câmara Municipal de Braga, um projeto de requalificação do antigo estádio, totalmente suportado pelo clube numa concessão de 80 anos.

Este estudo, a que o Jornal de Negócios teve acesso, inclui dotar o 1º de Maio de “20 mil lugares com a melhor experiência de estádio possível”, de uma “cobertura integral das áreas de bancada para maior conforto dos espetadores" e ainda de "estacionamento para cerca de 800 veículos ligeiros". Na proposta, o clube compromete-se a preservar toda a extensão do edifício e propõe ainda “ocupar o atual campo de treinos com um edifício multiusos que albergará estacionamento público, ‘food court’, escritórios e hotel”. Este projeto, segundo o clube, vai ao encontro da intenção da autarquia de criar “grande parque central que integrará o Estádio 1.º de Maio, a piscina municipal, o pavilhão do ABC e o Altice Forum”.

No entanto, o presidente da Câmara de Braga, Ricardo Rio, diz não concordar com o projeto, pois a ideia que lhe foi apresentada passava por criar uma nova infraestrutura e não por reabilitar o velho estádio. Em entrevista à Rádio Universitário do Minho na passada sexta-feira (dia 23 de abril de 2021), citada pelo mesmo jornal, o autarca garantiu que “não houve adesão à proposta” e sublinha que o objetivo do município é a reabilitação do imóvel, até porque já foram apontados vários problemas de segurança na estrutura.

"A Pedreira”, o atual estádio do SC Braga / Fernando Stankuns/ Flickr
"A Pedreira”, o atual estádio do SC Braga / Fernando Stankuns/ Flickr
Se a mudança do SC Braga para a sua velha casa for avante fica para trás aquele que é o mais caro estádio do Euro-2004. O estádio desenhado por Souto Moura e batizado de “a Pedreira” – por ter sido contruído no local onde um dia operou uma pedreira – foi inicialmente orçado em 32,5 milhões de euros, mas depois vários processos judiciais o seu custo já se aproxima dos 200 milhões de euros, refere ainda o Jornal de Negócios. A dívida associada ao estádio e os elevados cargos da manutenção são outros problemas apontados. Até agora têm sido suportados pela Câmara de Braga.