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Belga Krest prepara arranque daquele que é o seu primeiro projeto imobiliário no Porto

Este é um projeto de uso misto que destina 7.000 m2 a habitação nova, sustentável e acessível aos portugueses.

Jack Krier / Unplash
Jack Krier / Unplash
Autor: Redação

Aquele que é o primeiro projeto imobiliário da belga Krest Real Estate Investments na cidade do Porto vai arrancar em breve. Trata-se de um complexo de uso misto situado em Campanhã que tem a assinatura do arquiteto Eduardo Souto Moura. Este empreendimento faz parte da sua estratégia para Portugal que prevê investir mais 200 milhões de euros em novos projetos nos próximos quatro anos.

Este projeto na cidade Invicta inclui a construção de 7.000 metros quadrados (m2) destinados à habitação, 5.000 m2 a espaços de escritórios e ainda 2.000 m2 são destinados a um hotel e a um restaurante, segundo descreveu o CEO da Krest, Claude Kandiyoti, ao Jornal de Negócios.

Este projeto - pensado por Souto Moura em parceria com o ateliê Metroube - pretende gerar uma oferta residencial acessível aos portugueses. Em entrevista ao Dinheiro Vivo, o mesmo responsável garante que “o objetivo é que seja acessível". O valor do investimento não foi revelado, mas sabe-se que o pedido do licenciamento deverá ocorrer, no máximo, até julho e ainda que se espera arrancar com a construção dentro de um ano ou ano e meio, revelou ainda Claude Kandiyoti ao Negócios em abril.  

Tal como os todos os outros projetos pensados para Portugal no médio prazo, este projeto deverá seguir os critérios sustentáveis em linha com o ESG-Environmental, Social and Governance. Este ponto é “algo que nós decidimos que será um critério do qual não abdicamos”, sublinhou o CEO da Krest na mesma entrevista.

Em entrevista ao idealista/news em março passado, Claude Kandiyoti ja tinha avançado que este empreendimento vai nascer num terreno que a Krest já havia comprado há cinco anos. Na ocasião revelou que "Campanhã é o sítio que responde à necessidade existente na cidade", e assumiu ainda que a "aposta no Porto não é para o futuro, é para agora, para o presente. Temos vários projetos em vista, mas ainda não estão fechados", avançou ainda.

Lisboa e Algarve também fazem parte dos planos

Este é um dos projetos pensados para o Grande Porto que a empresa belga - que aterrou em Portugal em 2013 – tem na calha para aplicar o seu investimento de 200 milhões de euros no médio prazo e que irá alavancar o investimento total no país para os 400 milhões. Os outros estão pensados para a Grande Lisboa e para o Algarve.

Em Lisboa, Krest tem vários projetos em curso. Um deles é o edifício de escritórios K-Tower, no Parque das Nações, que possui uma área de 15 mil metros quadrados distribuídos pro 14 andares. Este já começou a ser construído – em concreto em março. Outro é a Torre Girassol, um edifício residencial que é o segundo de três a serem construídos no Jardim Miraflores. Este empreendimento deverá ser concluído no início de 2023 e vai oferecer um total de 120 apartamentos, com um preço médio de 4.500 euros por metro quadrado, revela ainda o Dinheiro Vivo. Outro projeto da Krest em destaque na capital  é o Hotel Moxy Lisboa Oriente, que abriu portas no verão passado após um investimento de 15 milhões de euros.

No Algarve, destaca-se o projeto residencial Horizon (Quarteira) que vai colocar no mercado 129 apartamentos que já estão a ser comercializados. A sua construção deverá iniciar-se no verão e deverá terminar no verão de 2024. Outro a sul do país, condomínio privado Lakes 24, em Vilamoura, no qual já se vendeu 80% dos 24 apartamentos. Este já está a ser desenvolvido, segundo avançou o responsável ao idealista/news em março passado.

A Krest tem ainda dois projetos “grandes” pensados para Lisboa e para o Porto – nos quais prevê investir mais de 50 milhões de euros. Sobre este ponto o CEO da Krest avança ao DV apenas que "há alguns projetos importantes em desenvolvimento, mas ainda é um pouco cedo para revelar - estamos a planear 1000 a 1500 unidades residenciais em Lisboa nos próximos cinco anos".

A Margem Sul de Lisboa também está na mira da promotora belga, na entrevista dada ao idealista/news há um ano, Claude Kandiyoti revelou que já na altura estava "a olhar para a outra margem de Lisboa". E na região que considerou ter "muito potencial" para a construção de casas acessíveis e para a classe média, já idealizava "desenvolver alguns milhares de unidades nos próximos cinco, seis anos".