A arquitetura portuguesa volta a ganhar destaque internacional. Três projetos nacionais integram a lista de finalistas do prémio Building of the Year 2026, promovido pela plataforma ArchDaily, uma das mais influentes do setor a nível mundial. Os vencedores serão escolhidos através de votação pública, que decorre até esta quarta-feira, dia 18 de fevereiro de 2026.
Ao todo, foram selecionados 75 projetos finalistas, distribuídos por 15 categorias, entre mais de 85.000 nomeações provenientes de todo o mundo. Nesta 17ª edição figuram três obras com assinatura portuguesa – ou implantadas em território nacional – que se destacam pela qualidade arquitetónica, inovação e capacidade de diálogo com o contexto urbano e histórico.
Hotel Art Legacy, Lisboa
Projetado pelo atelier Rebelo de Andrade, o Hotel Art Legacy está nomeado na categoria de hospitalidade, afirmando-se como um exemplo de sofisticação e integração arquitetónica no contexto urbano de Lisboa. O edifício reflete uma abordagem contemporânea que privilegia a experiência do utilizador, aliando estética, funcionalidade e identidade local.
Segundo o atelier, esta nomeação representa “um reconhecimento significativo para a arquitetura portuguesa”, destacando a criatividade e a qualidade técnica desenvolvidas no país. O projeto evidencia a capacidade dos arquitetos nacionais em criar espaços distintivos, capazes de competir ao mais alto nível internacional no setor da hotelaria.
Fábrica de Conservas, Matosinhos
Da autoria do gabinete OODA, a Fábrica de Conservas concorre na categoria de arquitetura industrial e distingue-se pela recuperação sensível de um edifício histórico em Matosinhos Sul, inserido no plano de urbanização projetado pelo arquiteto Álvaro Siza. O projeto preserva elementos emblemáticos, como a chaminé original e a estrutura exterior, mantendo viva a memória industrial do local.
Ao mesmo tempo, a intervenção introduz pátios permeáveis e novas soluções arquitetónicas que permitem a entrada de luz natural e a adaptação a usos contemporâneos. O resultado é um equilíbrio entre passado e presente, revitalizando o património industrial e reforçando a identidade coletiva da zona, enquanto se adapta às exigências urbanas atuais.
Nova sede da EDP, Lisboa
O novo edifício-sede da EDP, em Lisboa, assinado pelo estúdio chileno Elemental e liderado pelo arquiteto Alejandro Aravena, está nomeado na categoria de escritórios. Reconhecido pela sua abordagem social e sustentável, o projeto propõe um espaço de trabalho inovador, focado na eficiência energética e na qualidade ambiental.
Com linhas sóbrias e uma forte integração urbana, o edifício foi projetado para responder aos desafios da transição energética e promover o bem-estar dos utilizadores. A estrutura reflete uma visão contemporânea do ambiente de trabalho, onde sustentabilidade, funcionalidade e conforto se combinam, reforçando o papel da arquitetura na construção de cidades mais resilientes.
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