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Dialprogresso: “Fintámos a crise com a venda de casas dos bancos”

Autor: Redação

No âmbito do primeiro curso de marketing imobiliário do idealista.pt, que se realiza amanhã no Porto, entrevistámos, desta vez, o diretor geral da Dialprogresso, imobiliária da zona.

A Dialprogresso é uma empresa de mediação imobiliária que está no mercado desde 2008. Com a crise, a companhia, que tem sede em Rio Tinto, freguesia do concelho de Gondomar, viu-se forçada a encontrar novos caminhos. A estratégia passa – desde 2011 – pela venda de casas que estão na posse de bancos em todo o distrito do Porto. Só nos primeiros seis meses deste ano a mediadora transacionou 53 imóveis da banca. Um número que espera que venha a aumentar em 2015.

“A criação do site casasdebancosdialprogresso.pt foi um empurrão, porque ajudou a fintar a crise. Foi um impulso muito grande para vencermos no mercado”, começa por dizer Abílio Alves, diretor geral da Dialprogresso, ao idealista News Portugal. “A maior parte do nosso negócio passa por vender imóveis da banca. Começámos a apostar neste segmento há três anos, quando começou a crise”, acrescenta.

Segundo o responsável, esta aposta é visível através do apoio que a Dialprogresso oferece aos clientes - totalmente gratuito. “Vai desde a apresentação do imóvel que mais se enquadra às suas necessidades, passando pelo apoio com pedidos de financiamento, escrituras, isenções, etc.”, explica. A mediadora tem cerca de mil imóveis da banca em carteira e trabalha com todos os bancos nacionais

53 casas da banca vendidas no primeiro semestre

Abílio Alves considera que dar prioridade à venda de casas dos bancos foi uma opção acertada. Prova disso são os números relativos aos primeiros seis meses deste ano. “Cerca de 80% das casas que transacionámos eram da banca e 20% eram de particulares. Vendemos 53 imóveis da banca”, conta, referindo que 2014 está a ser o melhor ano da Dialprogresso e que em 2015 a tendência deverá manter-se. “Esperamos vender ainda mais casas da banca”. 

Em causa estão, sobretudo, imóveis de tipologias T2 e T3 e moradias. Em média, “os apartamentos custam entre 50 e 100.000 euros, e as moradias entre 120 e 180.000 euros”, diz o responsável. 

Segundo Abílio Alves este é um segmento de mercado em crescimento, porque os potenciais compradores têm muitas vantagens, como o facto de disporem de spreads mais baixos que os praticados na compra de outros imóveis. “Estamos a falar de spreads desde 1%, 1,5% e 2,5%”, explica.

Não ao arrendamento 

O mercado de arrendamento representa pouco no negócio da Dialprogresso. “Fazemos um ou dois arrendamentos por mês, no máximo. Dedicamo-nos muito pouco a esse segmento e achamos que está a ser uma aposta ganha”, declara o responsável.

Parceiro há varios anos do idealista.pt, Abílio Alves considera que esta aliança trouxe resultados positivos, sobretudo este ano. “Já sou cliente há uns anos, mas estive cerca um ano parado com o idealista. Agora estamos de novo em força. É um portal bastante interessante e que está em crescimento em Portugal”, conclui.

Ver mais casas da Dialprogresso anunciadas em idealista.pt