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Algarve: investidores estrangeiros e emigrantes descobrem "filão" do turismo rural (vídeo)

Reinaldo Teixeira, administrador da Garvetur
Autores: @Frederico Gonçalves, Tânia Ferreira, Luis Manzano

O Algarve não é só sol, praia e golfe. A região tem, também, um potencial enorme no que diz respeito ao eco-turismo. E a procura por este mercado está a aumentar, revela Reinaldo Teixeira, administrador da Garvetur Imobiliária, em entrevista ao idealista News Portugal. “O turismo natureza, o mundo rural, é complementar ao sol e praia e ao golfe. O Algarve, que é muito visto como sol, praia e golfe, tem ali a cerca de 20 quilómetros do Litoral este mundo rural, que é complementar e diferenciador”, começa por dizer o gestor.

Segundo Reinaldo Teixeira, a procura de imóveis mais afastados da primeira linha de praia está a aumentar, nomeadamente entre os estrangeiros: “Tem-se sentido que alguns investidores investem neste tipo de produto e têm acesso ao sol e praia e ao golfe e ficam [alojados] em aldeias típicas. Muitas vezes não há mais procura porque [este mercado] não é conhecido”.

O administrador da Garvetur – agência imobiliária com mais de 50 de postos de venda e escritórios no Algarve – adianta, no entanto, que os principais produtos comercializados, sol, praia e golfe, “entendem e reconhecem” no turismo rural “complementaridade e não concorrência”. “É um mercado que tende a crescer e que é complementar. Ao mesmo tempo reforça e refresca o dinamismo e a imagem de algumas regiões turísticas do país”, acrescentou.

Os principais produtos comercializados no Algarve, sol, praia e golfe, “entendem e reconhecem” no turismo rural “complementaridade e não concorrência”  

Sobre o peso do investimento estrangeiro no mercado imobiliário, nomeadamente através da concessão de vistos gold, Reinaldo Teixeira considera que tem sido importante para dar um novo ânimo ao setor. “Todas as regiões do país estão na moda. Portugal está cada vez mais na moda”, conta, salientando que surgiram no “mercado imobiliário grandes oportunidades de investimento” nos últimos tempos. 

Emigrantes investem em Portugal

No caso concreto da Garvetur, tem sido feita uma ação de promoção muito forte no mercado internacional, conta o responsável. “Temos parceiros nos vários mercados emissores de turistas e em alguns mercados emergentes. Até 2007, fazíamos uma média mensal de seis ações por mês. Entre 2008 e 2012 fazíamos uma ou duas no máximo. Este ano já vamos com uma média de quatro ações mensais”, acrescenta.

Mas não são só os cidadãos estrangeiros que querem apostar no mercado nacional. Há também, cada vez mais, portugueses a residir fora do país que também investem neste segmento. “É um mercado [o dos emigrantes] que muitas vezes é esquecido. É um mercado muito patriótico. E fazem questão de, nos momentos em que Portugal mais necessita de investimento, dizer que estão presentes. Temos tido o privilégio de ter uma comunidade de emigrantes que faz o favor e opta pelo seu país para investir”.

“É um mercado [o dos emigrantes] que muitas vezes é esquecido. É um mercado muito patriótico. E fazem questão de, nos momentos em que Portugal mais necessita de investimento, dizer que estão presentes"

Receitas duplicam face a 2013

As receitas da Garvetur registaram um crescimento homólogo superior a 40% em 2013. “Este ano, entre janeiro e agosto, tivemos mais cinquenta e tal por cento que no mesmo período de 2013. É um crescimento grande que deriva do mercado estrangeiro e muito do mercado de emigração”, revela.

Esta é uma tendência que tende a manter-se em 2015, até porque “há zonas do país, como por exemplo Lisboa e o Algarve, em que há carência de oferta”, explica o gestor, rematando que "essa carência faz com que a procura aumente, porque sabemos que quando não há é quando mais queremos, o que permite, ao mesmo tempo, que haja aumento [de oferta]. É isso que vai permitir crescermos”.