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Comporta entre os 500 imóveis da Rioforte arrestados pela justiça

Ricardo Salgado, arguido na investigação ao GES, continua em liberdade.
Gtres
Autor: Redação

A Herdade da Comporta,do Grupo Espírito Santo (GES), em pleno processo de venda pela mão do BESI, está entre o leque de patrimónios arrestados na semana passada pelo Gabinete de Recuperação de Ativos da Polícia Judiciária, no âmbito da investigação à Rioforte.

No total, são pelo menos mil milhões de euros apreendidos em cerca de 500 imóveis, mas as autoridades não querem ficar por aqui, segundo escreve o Correio da Manhã. O juiz Carlos Alexandre, de acordo com o jornal, quer também arrestar o património imobiliário fora de Portugal que pertence à holding e ao clã Espírito Santo e deverá enviar cartas rogatórias para outros países.  
 
O objetivo é garantir que, em caso de indemnização, os clientes da holding não financeira do GES são ressarcidos e acautelar, para já, os produtos dos crimes.  

Em comunicado, ontem a Procuradoria Geral da República (PGR) confirmou que o Ministério Público do Departamento Central de Investigação e Ação Penal (DCIAP) promoveu "o arresto preventivo de bens imóveis e valores patrimoniais de outra natureza titulados por pessoas singulares e coletivas relacionadas com o denominado “Universo Espírito Santo”".

Produtos bancários também foram congelados

A Rioforte, declarada insolvente, operava nas áreas do turismo e imobiliário, sendo um dos principais ativos do grupo.  

Mas além dos mais de 500 imóveis da Rioforte apreendidos na última quinta-feira, as autoridades judiciais congelaram ainda vários milhões em produtos bancários. O montante de mil milhões em ativos, garante fonte da investigação ao CM, é feito por baixo, admitindo que o valor apurado venha ainda a ser superior.  

A Rioforte, declarada insolvente, operava nas áreas do turismo e imobiliário, sendo um dos principais ativos do grupo.  
 
A investigação já deu origem à abertura de 29 inquéritos que investigam crimes de burla qualificada, abuso de confiança, fraude fiscal e branqueamento de capitais.  
 
Entre os arguidos está Ricardo Salgado, sendo que continua em liberdade por ter prestado uma caução de três milhões. O antigo banqueiro e patriarca do clã Espírito Santo está indiciado por crimes como burla e branqueamento de capitais.