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Comporta em risco de perder 20 milhões e ter "liquidação imediata"

Autor: Redação

O caso BES continua a ter consequências. Agora é o fundo que gere o projeto turístico da Comporta que está em risco de registar uma perda próxima dos 20 milhões de euros. Em causa estão os créditos sobre a sociedade que gere a componente agrícola da herdade e a exposição a uma sociedade que controla a 50%.  
 
Os alertas, segundo escreve o Jornal de Negócios, são dados pela auditora Ernst & Young (EY) nas reservas às contas do Herdade da Comporta - Fundo Especial de Investimento Imobiliário Fechado (FEIIF) relativas a 2014.  
 
Os auditores apontam cinco reservas às contas do fundo Herdade, da Comporta, incluindo o alerta para o risco de a falta de financiamento ou de novo investidor pôr em causa a continuidade do fundo.

Nestas circunstâncias, diz o jornal, o FEIIF entraria em liquidação imediata, cenário em que "os ativos poderão, não se realizar pelos valores inscritos no balanço", podendo ainda "existir responsabilidades adicionais não registadas no passivo".

Para evitar este desfecho, lembra o diário, está em fase inicial o processo de venda da maioria do fundo, sendo que sem comprador e financiamento, Comporta irá para "liquidação imediata", de acordo com o aviso da auditora. 
 
Dos alertas referidos pela EY, citados pelo Jornal de Negócios, o risco de o fundo ter perdas com a Herdade da Comporta - Actividades Agro Silvícolas e Turísticas é o de maior montante. A auditora questiona a capacidade de o FEIIF recuperar 9,45 milhões que adiantou à sociedade para esta adquirir terrenos.

E sublinha, entre outras coisas, que "não foi possível verificar a capacidade" de a empresa "reembolsar" 1,6 milhões relativos a custos com a venda de outros terrenos já debitados pelo fundo e que estão por pagar.