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Coldwell Banker abre duas agências em Lisboa e chega ao Porto e Algarve este ano
Frederico Abecassis, CEO da Coldwell Banker Portugal Coldwell Banker

A Coldwell Banker, que foi fundada nos EUA em 1906 e se define como “a mais antiga e bem estabelecida rede imobiliária do mundo”, chegou ao mercado português em abril de 2018, com uma agência em Cascais, a Coldwell Banker Luxos Cascais. A empresa, que tem como clientes algumas estrelas de Hollywood, abriu este mês mais duas lojas, ambas em Lisboa, e prevê inaugurar outras três até final do ano, marcando assim presença no Porto e no Algarve.

“Estamos a ter um crescimento sólido e sustentável. Abrimos este ano duas agências e queremos abrir mais três até final do ano. As zonas prioritárias são Algarve e Porto. Estamos em conversações com parceiros locais. O objetivo é chegar ao final do ano com 100 consultores, sendo que atualmente temos cerca de 50”, diz ao idealista/news Frederico Abecassis, CEO da Coldwell Banker Portugal, à margem da inauguração da agência Coldwell Banker Luxus Lisboa, localizada na Avenida Defensor de Chaves nº 67. 

Sobre a outra agência na capital, o responsável revela que se chamará Coldwell Banker City e que resulta de um acordo de franchising com a Hall City, estando situada na Avenida de Roma. 

“Com a abertura destas duas lojas em Lisboa sentimos que há mercado para crescer. Notamos que a demanda continua. O mercado doméstico começou a afirmar-se e olhamos para isso como um sinal positivo. Os portugueses estão a deslocalizar-se para a periferia dos centros urbanos, face aos preços praticados nos centros históricos”, conta Frederico Abecassis, adiantando que a mediadora atua no “mercado regular e no mercado de luxo” e que o valor médio de transação ronda os 400 mil euros e os 1,2 milhões de euros, respetivamente.

"Não deixamos de ser uma empresa recente em Portugal, mas estamos a construir a nossa história (...). As perspetivas são boas em termos de crescimento"
Frederico Abecassis, CEO da Coldwell Banker Portugal

Sobre o futuro da empresa, que tem em comercialização aproximadamente 150 imóveis, contabilizando as três agências, o CEO da Coldwell Banker Portugal mostra-se otimista. “Não deixamos de ser uma empresa recente em Portugal, mas estamos a construir a nossa história”, lembra, adiantando que “as perspetivas são boas em termos de crescimento” e que “está a haver adesão à marca”. “Não queremos ser mais um no mercado. Queremos consultores que estejam alinhados com a nossa proposta de valor, que é a defesa dos interesses dos clientes". 

Norte-americanos ativos em Portugal 

Sem revelar números relativos às vendas de imóveis até à data, através da agência em Cascais, Frederico Abecassis limita-se a dizer que as mesmas “superaram as expetativas” e que a maioria (70%) dos alojamentos transacionados encontra-se precisamente em Cascais. 

E os portugueses estão ativos no mercado? O responsável adianta que no mercado regular 70% das transações foram feitas por cidadãos nacionais e que no mercado de luxo a percentagem de compradores lusos baixa para 40%: “Existem muitos portugueses com capacidade financeira. E há muitos portugueses expatriados que estão a comprar imóveis em Portugal”. 

"Começámos a sentir procura por parte do mercado norte-americano, algo que é histórico"
Frederico Abecassis, CEO da Coldwell Banker Portugal

Quando questionado sobre a nacionalidade dos estrangeiros que “andam às compras” no país, Frederico Abecassis diz que o paradigma está a mudar. “O principal mercado comprador era o asiático, e depois os brasileiros, franceses e ingleses, mas isso está a mudar. Começámos a sentir procura por parte do mercado norte-americano, algo que é histórico, porque não havia registo de investimento norte-americano em Portugal”, conclui.

Ambição de faturar 600 milhões até 2022 

As expectativas da imobiliária norte-americana para a operação portuguesa são elevadas, sendo que até 2022 a Coldwell Banker quer atingir um volume de negócios na casa dos 600 milhões de euros, bem como ampliar o número de agências – para mais de 40 – e de consultores, para cerca de 1.200, escreve o Dinheiro Vivo. 

Craig Hogan, vice-presidente do segmento de luxo da imobiliária, disse, citado pela publicação, que “era impensável vir para Portugal sem o segmento de luxo, porque o mercado tem muito potencial”. “Disseram-me que há cá muitos investidores brasileiros e franceses, mas que os americanos ainda são poucos. Estamos cá para resolver isso”, referiu.

De referir que a Coldwell Banker tem mais de 91 mil consultores espalhados por 47 países no mundo, divididos por mais de 3.300 escritórios. E mais: a casa mais cara dos EUA, uma propriedade avaliada em 245 milhões de dólares, está anunciada na Coldwell Banker.

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