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Mercadona investe 260 milhões no Norte do país e avança com centro logístico em Lisboa

Juan Roig, presidente executivo, veio a Portugal anunciar novidades, na véspera da abertura da primeira loja em Portugal. / Mercadona
Juan Roig, presidente executivo, veio a Portugal anunciar novidades, na véspera da abertura da primeira loja em Portugal. / Mercadona
Autor: Elisabete Soares (colaborador do idealista news)

A cadeia de supermercados espanhola Mercadona vai investir na abertura de mais 10 lojas no Norte de Portugal, cuja abertura está prevista para 2020 e que vão somar-se às dez lojas com abertura agendada ainda para este ano. Por outro lado, a empresa vai "investir noutro bloco logístico perto de Lisboa", preparando desta forma a chegada à capital e ao sul do país, algo que só acontecerá depois de 2021.

A novidade foi revelada por Juan Roig, presidente executivo e máximo acionista do Mercadona, na véspera da abertura do primeiro supermercado em Portugal, no Canidelo, destacando que o “projeto da empresa passa pela abertura de 150 lojas no país”.

No total, até ao final deste ano vão ser investidos mais 100 milhões de euros, que se juntam aos cerca de 160 milhões de euros que a cadeia já investiu desde 2016, ano que anunciou a entrada em Portugal.  

Fatia de investimento concretizada 

A maior fatia do investimento foi aplicada na construção dos supermercados, no bloco logístico da Póvoa do Varzim e no desenvolvimento do Centro de Co inovação, em Matosinhos, que permitiu adaptar a oferta retalhista aos interesses de consumo dos portugueses. 

Atualmente, a cadeia de supermercados conta com 900 trabalhadores em Portugal, prevendo chegar aos 1100 colaboradores até ao final do ano.  

A seguir à abertura no Canidelo, o Mercadona vai abrir, ainda este mês, a loja de Matosinhos (dia 9 de julho de 2019), Maia (16 de julho de 2019 ) e Gondomar (23 julho de 2019). As restantes seis lojas – São João da Madeira, Barcelos, Braga, Ovar, Gaia (2ª loja) e Porto – têm previsão de abertura ao longo do segundo semestre de 2019. 

“Um dia histórico para a Mercadona” 

Na sua intervenção Juan Roig destacou a importância que representa para o Mercadona o primeiro projeto de internacionalização da empresa ter sido feito em Portugal. 

“É um dia histórico para a Mercadona”, frisando ser “um orgulho que este marco histórico seja em Portugal”, país com quem Espanha tem “grandes laços afetivos”.  

Mercadona
Mercadona

A cerimónia contou ainda com a presença de última hora do ministro da Economia, Pedro Siza Vieira – que destacou a importância que esta cadeia tem “para a nossa economia”, considerando ser também uma oportunidade para os “produtores portugueses”. Destacou ainda o potencial que representa para “a cadeia de valores do setor agroalimentar” português, através das novas lojas e das exportações para Espanha. Para Pedro Siza Vieira, o investimento da empresa espanhola é um sinal de “confiança” no país”. 

Desde 2016, o grupo espanhol colaborou com 300 fornecedores nacionais e já realizou compras no valor de 203 milhões de euros, segundo os dados da empresa. Em 2019 tem previsto um valor de compras de 90 milhões de euros. 

Gaia tem prevista terceira loja Mercadona 

Presente na cerimónia, Eduardo Vítor Rodrigues, presidente da Câmara de Vila Nova de Gaia, enalteceu a forma como a empresa espanhola entrou no mercado português, “como parceira e não como investidora”.  

“Ainda não havia um tijolo da Mercadona construído, e já tinha mudado a vida de Canidelo”, apontou o autarca, destacando o acordo de permuta de terrenos e o investimento na construção das instalações desportivas desta coletividade. 

Alertando também para o “interesse económico” para o concelho que representa o investimento da Mercadona, Eduardo Vítor Rodrigues frisou a importância dos novos postos de trabalho que “as três lojas previstas para Vila Nova de Gaia vão gerar”, confirmando assim o avanço de uma terceira loja que ainda não tinha sido anunciada pelo Mercadona. 

No exercício de 2018, o Mercadona fechou com uma faturação de 24,3 mil milhões de euros (mais 6%) e lucros de 593 milhões de euros (mais 84%). E terminou o ano com 85.800 trabalhadores, só em Espanha.