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El Corte Inglés para a Boavista em marcha: Câmara do Porto já está a analisar projeto

Terreno onde a empresa queria instalar em 2003 uma loja “é uma localização estratégica” e “continua a fazer sentido”.

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Autor: Redação

O Pedido de Informação Prévia (PIP) do projeto do El Corte Inglés pensado para o terreno da antiga estação ferroviária da Boavista, no Porto, já deu entrada na Câmara Municipal do Porto (CMP), que está agora a analisar o processo. 

O grupo espanhol confirmou que o PIP já foi apresentado, sendo que a área total do projeto está dependente da conclusão do mesmo. “Será, posteriormente e em função das possibilidades que daí resultarem, que exploraremos as várias opções de formato para aquela localização, sendo certo que o nosso objetivo é a valorização do local”, disse a empresa citada pela Lusa. Também a autarquia confirmou ter recebido o PIP, adiantando “que está agora a ser analisado”.

No início de outubro, numa resposta escrita, a cadeia espanhola frisava que o terreno na Boavista, no Porto, onde a empresa espanhola queria instalar em 2003 uma loja, “é uma localização estratégica” que “continua a fazer sentido do ponto de vista comercial”. À data, a empresa assegurava estar a trabalhar no sentido de apresentar um projeto, precedido do necessário PIP que lhe permitisse avaliar as possibilidades para aquele local, reafirmando que “o Porto é uma cidade vibrante onde o comércio de qualidade pode ser um motor de progresso”.

A intenção do grupo espanhol de retomar o projecto de 2003 levou à criação de uma petição online que desde a sua criação, em 27 de setembro, conta com mais de 3.900 subscritores, 

Imobiliária do El Corte Inglés inclui imóveis em Portugal

Por outro lado, o grupo espanhol anunciou recentemente que vai criar uma empresa imobiliária para vender os próprios ativos em Espanha. A El Corte Inglés Real Estate irá, de resto, incluir imóveis em território nacional. O foco principal da nova empresa será a gestão dos ativos que detém em Portugal e Espanha, que poderá passar pela compra, venda ou arrendamento de imóveis, escreve o ECO.

Segundo a publicação, a empresa será criada com um objetivo inicial de vender um conjunto de 95 imóveis, avaliados em mais de 1.500 milhões de euros, que estão no mercado desde o início do ano. Trata-se de uma “opção estratégica, relacionada com a gestão de ativos do grupo, onde se inclui a operação em Portugal”, revelou o grupo.

“Temos vários ativos imobiliários em Portugal e no grupo e a criação desta empresa vem permitir uma gestão mais integrada e especializada desse património. Essa gestão poderá passar, entre outras opções, pela compra, venda, arrendamento, adaptação e rentabilização de ativos”, acrescentou a empresa.