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Capital do Móvel promove no Porto mobiliário português em tempo de crise

Evento vai decorrer entre 04 e 13 de setembro na Alfândega do Porto e espera 15 mil visitantes. Organização garante medidas de segurança.

Photo by Tiana Borcherding on Unsplash
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Autor: Lusa

A 54.ª Capital do Móvel, no Porto, o “primeiro grande evento a acontecer em Portugal no contexto de pandemia”, vai destacar, entre 04 e 13 de setembro, a qualidade do mobiliário português numa altura em que os empresários “atravessam dificuldades”. Nesta edição com o tema “Móveis que são a sua casa”, a organização, que espera atrair cerca de 15 mil visitantes, promete apresentar “o que de melhor se faz na área do mobiliário” em Portugal, reunindo meia centena de expositores ao longo de nove dias de feira e recebendo a visita do primeiro-ministro, António Costa.

“Nesta fase difícil que atravessamos era perentório a realização da feira. Nesta altura, o Governo está a lançar medidas de apoio ao consumo interno, logo é um bom momento para mostrar o que é nosso e a qualidade do nosso mobiliário”, afirma a diretora executiva da Associação Empresarial de Paços de Ferreira (AEPF), que organiza o evento, citada num comunicado.

Segundo Filipa Belo, sendo este “o primeiro grande evento a acontecer em Portugal no contexto de pandemia, a primeira preocupação da organização foi garantir todas as medidas de segurança” na Alfândega do Porto, onde irá decorrer.

“O edifício tem cerca de 6.000 metros quadrados, assim garante espaço suficiente para assegurar a distância de segurança entre os visitantes e oferece corredores largos para definir caminhos de circulação”, explica.

Os efeitos da Covid-19 na economia

As medidas para combater a pandemia paralisaram setores inteiros da economia mundial e levaram o Fundo monetário Internacional (FMI) a fazer previsões sem precedentes nos seus quase 75 anos: a economia mundial poderá cair 4,9% em 2020, arrastada por uma contração de 8% nos Estados Unidos, de 10,2% na zona euro e de 5,8% no Japão.

Para Portugal, a Comissão Europeia prevê que a economia recue 9,8% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2020, uma contração acima da anterior projeção de 6,8% e da estimada pelo Governo português, de 6,9%.

O Governo prevê que a economia cresça 4,3% em 2021, enquanto Bruxelas antecipa um crescimento mais otimista, de 6%, acima do que previa na primavera (5,8%)

A taxa de desemprego deverá subir para 9,6% este ano, e recuar para 8,7% em 2021.

Em consequência da forte recessão, o défice orçamental deverá chegar aos 7% do PIB em 2020, e a dívida pública aos 134,4%.

Os efeitos da pandemia já se refletiram na economia portuguesa no segundo trimestre, com o PIB a cair 16,5% face ao mesmo período de 2019, segundo dados do Instituto Nacional de Estatística (INE). O setor da construção é, de momento, sem registar perdas e que tem mesmo conseguido crescer, em contraciclo.