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APEMIP processa ex-presidente Luís Lima

Direção interpôs 2 ações judiciais em agosto. Lima repudia acusações e diz estar “perfeitamente tranquilo”, que não cometeu “nenhuma ilegalidade”.

APEMIP processa Luís Lima
APEMIP
Autor: Redação

Depois de uma autoria interna, a Associação dos Profissionais e Empresas de Mediação Imobiliária de Portugal (APEMIP) decidiu levar avante duas ações judiciais contra o ex-presidente Luís Lima, que deixou a associação em maio deste ano - 12 anos após assumir o cargo, ou seja, em 2009.

Foi no passado dia 27 de agosto de 2021 que a atual direção da associação decidiu mover duas ações judiciais contra Luís Lima, segundo avançou o Público. Uma acusa o ex-presidente de utilizar as verbas da APEMIP de forma “desadequada”, tendo por base a alegada transferência de milhares de euros entre a APEMIP Serviços e a Confederação da Construção e do Imobiliário de Língua Oficial Portuguesa – uma entidade também presidida por Luís Lima – sem uma razão válida, detalha o jornal.

A outra ação acusa Luís Lima de apropriação das marcas SIP – Salão Imobiliário do Porto e a Houses of Portugal – isto é, registadas em empresas em seu nome -, o que levou o Compete a pedir a devolução de financiamentos europeus atribuídos, conta ainda o diário.

Estas informações foram recolhidas numa auditoria interna às contas da associação datadas entre 2015 e 2020. A auditoria foi pedida pelos membros da direção, logo depois de Luís Lima se ter demitido da presidência da APEMIP alegando motivos de saúde, tal como noticiou o idealista/news. Note-se que este foi o cargo ocupado por Luís Lima desde 2009 até maio de 2021. Hoje, a APEMIP é presidida por Paulo Caiado, que vai estar em funções pelo menos até ao final de 2022.

Por seu turno, Luís Lima repudia as acusações e disse estar “perfeitamente tranquilo” e convicto de que não cometeu “nenhuma ilegalidade”. Contactado pelo jornal Público, referiu ainda que saiu da assembleia geral (que assistiu via zoom), sem lhe "ter sido assacado nenhum ato concreto". O ex-presidente da associação lembrou ainda que as decisões tomadas tiveram o “aval dos outros elementos dos órgãos diretivos” e que cinco dos sete membros da direção fazem parte dos órgãos sociais desde 2009, pelo que considera: “Esta amnésia súbita é absolutamente lamentável”.