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Mercado de escritórios de Lisboa dispara em maio e ocupação já supera a de 2018

Vitor Pinto/Unsplash
Vitor Pinto/Unsplash
Autor: Redação

O mercado de escritórios de Lisboa disparou em maio, tendo as empresas ocupado 17.866 metros quadrados (m2) de área. Nos primeiros cinco meses do ano, foram arrendados 70.532 m2 de espaços de escritórios na capital, mais 1% que no período homólogo. 

No que diz respeito ao número de operações, registaram-se 74 entre janeiro e maio, a uma média de 953 m2 por transação. Estas são algumas das conclusões do mais recente Office Flashpoint da xonsultora JLL, que foi responsável pela negociação de 33% da área colocada nos primeiros cinco meses de 2019. 

“Após um início de ano lento, chegámos em maio a níveis de 2018, o que se deve ao surgimento de novos espaços de escritórios no mercado, especialmente resultado de renovação e reconversão de edifícios. O abrandamento do mercado sentido até abril não se deve à falta de procura, que continua bastante ativa, especialmente por áreas de grande dimensão. Assim, é expectável que a atividade consiga pelo menos manter-se nivelada com o ano passado, à medida que o pipeline previsto para o ano vá ficando disponível”, diz em comunicado Mariana Rosa, diretora de Office/Logistics Agency and Transaction Manager da JLL.

Segundo a consultora, em maio, a ocupação cresceu 64% em termos mensais e 11% em termos homólogos, registando um total de 19 operações e uma área média de 940 m2. 

“A maior operação do mês foi a mudança da Liberty Seguros para 4.260 m2 do edifício Adamastor, no Parque das Nações, mas outras duas transações ficaram também acima dos 3.000 m2. Casos da instalação da Sitel no edifício Malhoa 19 (3.215 m2), numa operação mediada pela JLL, e da Efacec no edifício Q61-Dona Amélia, na Quinta da Fonte (3.069 m2)”, lê-se no documento.