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Apartamentos de luxo a nascer nos antigos escritórios do BES no Rato

Vista área do empreendimento / Coporgest
Vista área do empreendimento / Coporgest
Autor: Leonor Santos

Os antigos escritórios do BES, no coração da Avenida Álvares Cabral, a escassos metros do Largo do Rato, em Lisboa, vão ser transformados num empreendimento residencial de luxo. Os 19 apartamentos, com vistas “únicas” sobre a cidade, devem estar concluídos no primeiro trimestre de 2021, e vão custar 20 milhões de euros ao grupo Coporgest, promotor do projeto. A comercialização só arrancou esta quinta-feira (30 de maio de 2019), mas já há interessados, todos eles de nacionalidade estrangeira.

O edifício de escritórios dos anos 70, que em tempos albergou operações do Banco Espírito Santo, e que agora vai ter um uso residencial, foi posto à venda há seis meses pelo Novo Banco. O grupo  “entrou na corrida” e saiu vencedor com a proposta mais alta, segundo as declarações de Sérgio Ferreira, CEO da Coporgest, ao idealista/news, à margem da sessão de apresentação do novo empreendimento, esta quinta-feira.

As vistas dos apartamentos sobre a cidade / Coporgest
As vistas dos apartamentos sobre a cidade / Coporgest

O condomínio de luxo - Álvares Cabral Premium Apartments - deverá estar pronto dentro de 18 meses, uma vez que se trata de “um projeto sem escavação ou reabilitação”. A obra será “rápida e simples, sendo apenas necessário investir no reforço da estrutura, isolamento térmico e insonorização”, de acordo com o CEO do grupo. Além dos apartamentos, o edifício terá ainda uma loja com 6.200 m2 que ficará nas mãos da Coporgest.

Fachada do edifício / Coporgest
Fachada do edifício / Coporgest

E os preços? O apartamento mais barato, um T1, vai custar 675 mil euros, já o mais caro – uma penthouse (T4 duplex) com piscina privativa – vai rondar os quatro milhões. Alguns apartamentos até já poderiam estar vendidos, uma vez que a promotora recebeu várias manifestações de interesse – todas elas de investidores estrangeiros –, mesmo antes do arranque da comercialização. Sérgio Ferreira quis, no entanto, manter o compromisso com a imobiliárias responsáveis pelo processo, a Fine&Country e Infante&Riu, daí a contagem crescente (ou contagem de vendas) ter começado agora.  

O evento de apresentação aconteceu esta quinta-feira, 30 de maio de 2019 / Coporgest
O evento de apresentação aconteceu esta quinta-feira, 30 de maio de 2019 / Coporgest

Que investidores querem Lisboa?

Para o CEO da Coporgest, o mercado residencial em Lisboa atualmente “divide-se em pessoas que ainda procuram o Golden Visa, brasileiros que procuram casas grandes para residir e alguns europeus que procuram residir por razões de natureza fiscal.

“Estamos a comercializar neste momento o Sotto Mayor Premium Apartments, que vendemos a um preço por m2 semelhante a este. Vendemos 30% destes apartamentos em 60 dias, todos eles a estrangeiros, essencialmente turcos, brasileiros, americanos e franceses", adiantou o gestor. 

Sem levantar o véu, Sérgio Ferreira disse estar à procura de mais oportunidades em Lisboa, mas de uma forma “prudente”. O CEO da promotora não descarta o bom momento que o imobiliário vive, mas considera ser importante “manter os pés assentes na terra” e não entrar em euforias. O responsável não tem dúvidas de que o mercado vai estabilizar.