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Escritórios: segmento ‘Serviced Offices' em “forte expansão em Portugal”

Em causa está um estudo realizado pela consultora B. Prime.

Nastuh Abootalebi on Unsplash
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Autor: Redação

O mercado de escritórios de empresas ligadas ao segmento ‘Serviced Offices’, que tem registado uma “forte expressão em Portugal”, nomeadamente em Lisboa e no Porto, não esmoreceu com a crise provocada pela pandemia da Covid-19, conclui um estudo da consultora B. Prime. 

Segundo o mesmo, a indústria adaptou-se no passado de forma positiva a um surto da SARS no Oriente, entre 2002 e 2004, o que é desde logo um bom indicador.

Trata-se de um segmento “que já estava em franca expansão em Portugal” e que “vai continuar a ter uma dinâmica muito interessante”, nomeadamente devido ao “uso intensivo do teletrabalho”. “Este regime que foi muito utilizado, nos últimos tempos, acabou por ficar mais exposto. Neste momento todos reconhecem as suas vantagens, mas também as suas desvantagens e é precisamente para colmatar os aspetos menos positivos que este segmento vai sendo cada vez mais abrangente, com um ganho na quota de mercado de escritórios. Não temos dúvidas em afirmar que os ‘Serviced Offices’ deixarão de ser encarados como residuais, mas antes como uma parte ativa desta indústria”, conclui a B. Prime.

O estudo concluu que a evolução tecnológica e a forma como os millenials encaram o trabalho são critérios fundamentais no incremento da indústria de ‘Serviced Offices’, que é procurada cada vez também por grandes empresas, responsáveis por 1/3 da ocupação destes espaços.

Além da iniciativa privada, foram recentemente criados programas estatais financiados por fundos europeus, através do FEDER, para a criação deste tipo de espaços no interior do país, num investimento que ultrapassa os 20 milhões de euros, acrescenta a B. Prime.