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acesso à habitação dificultado por rendas elevadas e “proprietários preconceituosos”

11º encontro europeu de pessoas em situação de pobreza realizou-se em maio em bruxelas
Autor: Redação

portugal esteve representado no 11º encontro europeu de pessoas em situação de pobreza – decorreu em maio, em bruxelas, e teve como tema “os sem-abrigo e o direito à habitação num contexto de crise” – por quatro delegados da rede europeia anti-pobreza (eapn), que relataram situações de carência e de sem-abrigo que presenciaram em várias regiões do país. as conclusões do encontro foram divulgadas esta segunda-feira e apontam para que rendas elevadas, “proprietários preconceituosos” e falta de protecção legal não permitam aos mais vulneráveis ter acesso a uma casa

de acordo com o sol, uma das soluções apontadas para ultrapassar as dificuldades no acesso à habitação pelos mais pobres é a ocupação dos inúmeros edifícios devolutos que poderiam, com “um pouco de vontade política”, abrigar milhões de pessoas. citado pela agência lusa, maria josé vicente, da eapn, disse que um dos objectivos do encontro foi tentar perceber o que mudou com a crise, a partir de 2008, nos direitos à habitação e à situação dos sem-abrigo

a discriminação é um dos problemas a ultrapassar no acesso à habitação, sendo que são vários os factores que contribuem para essa mesma distinção. “pessoas em situação de pobreza, um estilo de vida não convencional, uma habitação precária, um registo criminal ou a trajectória de vida sem situações de emprego”, exemplifica a eapn, salientando que a discriminação é “ainda maior” quando se trata de certos grupos como pessoas com deficiência, comunidades ciganas, imigrantes em situação irregular ou ilegal, famílias monoparentais e minorias étnicas. “alguns grupos sociais não têm direito à habitação, um direito consagrado na constituição, o que influencia o processo de inclusão”, frisou maria josé vicente