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portugal continua a ter o salário mínimo mais baixo da zona euro

smn no país são 565,8 euros, que passam a 485 após serem retirados os subsídios (fonte: expresso)
Autor: Redação

os deputados discutiram ontem no parlamento o salário mínimo nacional (smn), a pedido do be, sendo que portugal é o país da zona euro com o smn mais baixo: 565,8 euros por mês que passam a 485 euros quando retirados os subsídios de férias e de natal. na quarta-feira, pedro passos coelho garantiu, durante o debate quinzenal, que o montante não pode ser aumentado enquanto durar a recessão, uma posição que não é vista com bons olhos pelas centrais sindicais e pelas confederações patronais, que se mostram, no entanto, disponíveis para dialogar

“a cgtp considera que o primeiro-ministro quer condenar os trabalhadores a trabalhar empobrecendo. a postura do primeiro-ministro é inadmissível. se o smn acompanhasse a inflação, em 2010, já se devia fixar nos 603 euros”, disse arménio carlos, secretário-geral da cgtp, citado pelo expresso

uma opinião, de resto, partilhada pelo presidente da ugt, joão de deus, que defende que as ideias de passos coelho estão "completamente" equivocadas. “achamos ridícula a posição do primeiro-ministro, porque, na verdade, disse tudo ao contrário. não é só pelas exportações que o país cresce, mas também pela subida do smn que possibilita o aumento do consumo interno e cria emprego”, frisou

antónio saraiva, presidente da confederação empresarial de portugal (cip), considera que o processo deve discutir-se num período alargado de dois anos: “na perspectiva do cumprimento do memorando de entendimento, o primeiro-ministro tem razão ao dizer que não há condições para aumentar o smn, mas temos de pensar na questão do consumo interno e no dinheiro por parte das famílias”

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