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Sócrates escondeu mais casas de luxo, que foram agora encontradas pela investigação

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Autor: Redação

Afinal o património imobiliário de José Sócrates parece ser maior do que se esperava. O Ministério Público acredita que há mais duas casas e um terreno comprados pelo seu amigo e "testa de ferro", Carlos Santos Silva, entre 2006 e 2010, que na realidade são propriedade do ex-primeiro-ministro. 

Em causa está um apartamento de luxo, adquirido por 662 mil euros, na rua Soeiro Pereira Gomes, e de um outro, de 188 mil euros, em São Domingos de Benfica, ambos em Lisboa; e ainda um terreno, de 250 mil euros, na Quinta da Beloura, em Sintra, segundo escreve hoje o Correio da Manhã.

No total, de acordo com as informações recolhidas pelo diário, os imóveis custaram um milhão de euros e são revelados no despacho inicial do juiz de instrução Carlos Alexandre, que, a 24 de novembro do ano passado, prendeu Sócrates e Carlos Santos Silva, por suspeitas de corrupção, fraude fiscal qualificada e branqueamento de capitais.  
 
Tal como a luxuosa casa de Paris, que foi comprada por 2,8 milhões de euros e só em obras de decoração custou quase meio milhão de euros, o Ministério Público acredita que Santos Silva aparecia como comprador, mas o verdadeiro proprietário dos imóveis era José Sócrates, então primeiro-ministro - entre 2005 e 2011. Santos Silva era apenas o testa de ferro.  
 
Carlos Santos Silva, relembra o jornal, comprou, pelo menos, três casas à mãe de José Sócrates, Maria Adelaide Monteiro - uma em Lisboa e dois apartamentos no Cacém, que a investigação acredita serem vendas simuladas para justificar transações financeiras entre os dois arguidos.  
 
Um dos negócios que também constam do processo foi a compra do Monte das Margaridas, em Montemor-o-Novo, adquirido pela ex-mulher de José Sócrates, Sofia Fava, que contraiu um empréstimo e teve como fiador Santos Silva.