
A Câmara Municipal de Lisboa discute hoje (dia 13) duas propostas para alienar, por hasta pública, 37 edifícios e terrenos municipais, por um valor base de licitação total de 21,2 milhões de euros. Trata-se de imóveis em mau estado de conservação e a precisar de obras de reabilitação.
Segundo Manuel Salgado, vereador do Urbanismo, “o município de Lisboa é proprietário de um número vasto de edificado que se encontra em muito mau estado de conservação ou até perto da ruína”, sendo que “as atuais disponibilidades financeiras não permitem a sua reabilitação”.
Em causa está a proposta de alienação de ativos municipais, a que a Lusa teve acesso. No documento, que será depois submetido à Assembleia Municipal, pode ler-se que é “fundamental apostar na rentabilização e promoção dos ativos imobiliários municipais”.
Da lista de imóveis que a autarquia pretende vender até junho constam um prédio na Rua de São Miguel e oito frações autónomas situadas no Lumiar, em Belém e em Santa Maria Maior (Residências do Martim Moniz). Estas últimas passaram para alçada do município após a extinção da Empresa Pública de Urbanização de Lisboa (EPUL), a 31 de dezembro de 2014.
A estes imóveis juntam-se dois prédios urbanos, dois lotes de terreno e quatro parcelas de terreno com estudos urbanísticos aprovados, situados na Misericórdia, Lumiar, São Domingos de Benfica, Parque das Nações, Graça e Belém.
De referir que na reunião será também discutida uma proposta para alienar 20 prédios urbanos no âmbito do programa Reabilita Primeiro, Paga Depois, que prevê a venda de prédios municipais devolutos para serem recuperados.
Para poder comentar deves entrar na tua conta