Lisboa: obras entre Picoas e o Saldanha arrancam em março e custam 7,5 milhões

Lisboa: obras entre Picoas e o Saldanha arrancam em março e custam 7,5 milhões
idealista/news

A Câmara Municipal de Lisboa (CML) vai investir 7,5 milhões de euros na requalificação do eixo central da cidade, entre Picoas e o Saldanha, que deve arrancar em meados de março e terminar no início de 2017. Em Picoas, devido à construção de uma torre de escritórios, serão privatizados 40 centímetros de passeio.

Segundo a Lusa, em setembro do ano passado, a autarquia aprovou a contratação de uma empreitada para reabilitar as avenidas da República e Fontes Pereira de Melo, através da criação de espaços verdes, ciclovias e passeios mais largos, no âmbito do programa “Uma praça em cada bairro”.

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As obras, que inicialmente avaliadas em 9,4 milhões de euros, vão afinal custar 7,5 milhões de euros (incluindo o IVA), revelou terça-feira (dia 14) o vereador do Urbanismo da autarquia, Manuel Salgado, salientando que se conseguiu um valor “significativamente abaixo da base de licitação”. O prazo das obras também baixou de um ano para nove meses.

Estas condições estão expressas na proposta que o executivo debate esta quarta-feira (dia 17), referente à adjudicação da obra a um consórcio. “A partir da aprovação em Câmara, que espero que se verifique na quarta-feira, [falta] o visto do Tribunal de Contas (TC). A nossa expetativa é que o visto do TC demore cerca de um mês e, portanto, a partir daí começa a obra”, adiantou Manuel Salgado.

Na Avenida da República haverá mais árvores, passeios mais largos com zonas de estadia e esplanadas e uma ciclovia unidirecional enquanto na Praça Duque de Saldanha serão reorganizadas as áreas verdes e a praça de táxis. Já na Avenida Fontes Pereira de Melo será dada continuidade à nova ciclovia, haverá um corredor de árvores ao longo do passeio, um novo separador central e mais espaço para os peões.

Torre em Picoas “rouba” espaço a passeio

Entretanto, e de acordo com o Observador, A Assembleia Municipal de Lisboa (AML) discutiu terça-feira (dia 16) uma proposta que prevê a privatização de uma faixa de 40 centímetros de passeio da Avenida Fontes Pereira de Melo. A faixa privatizada, com pouco mais de 50 metros de extensão, ficará no passeio esquerdo da avenida, no sentido Marquês de Pombal-Saldanha.

Será aqui, na esquina oposta ao Centro Comercial Imaviz e ao Hotel Sheraton, que será construída a polémica torre de escritórios com 17 andares. Esta cedência de terrenos públicos ao promotor privado para que o projeto se concretize é apenas mais um pormenor numa história repleta de percalços, dúvidas e controvérsias, escreve a publicação.

A operação que esteve agora em cima da mesa na AML prevê a permuta de alguns terrenos nas imediações da futura torre entre o município e a empresa Edifício 41, promotora do projeto. Ao todo, a câmara abdica de 210 m2 e recebe 204 m2.

A empresa precisa destes 40 centímetros de terreno porque o projeto da torre contempla a construção de seis caves para estacionamento e, dada a proximidade do túnel do Metro (à direita) e de um parque de estacionamento (à esquerda) — em frente à Maternidade Alfredo da Costa – é necessário fazer uma “estrutura de contenção” com estacas naquele local. 

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