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Porto celebra 20 anos como património mundial esta semana, com vários desafios pela frente

Gtres
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Autor: Redação

O Porto está esta semana de parabéns. A cidade do Norte de Portugal celebrou na segunda-feira passada os 20 anos da classificação do seu centro histórico como Património Mundial da UNESCO. A Invicta vive um forte movimento de regeneração urbana - fomentado pelo apetite de investidores e do turismo - e conciliar os interesses privados com a manutenção do património é o grande desafio do momento.

O presidente da Porto Vivo – SRU garante que a cidade tem cumprido "escrupulosamente" o compromisso que assumiu nessa data, sendo esta sociedade "a guardiã do cumprimento da gestão urbanística e das leis de salvaguarda e proteção do património, juntamente com Direção Geral", segundo disse em entrevista à Lusa.

Nos últimos três anos, segundo recorda o responsável, o centro histórico do Porto recebeu entre 150 a 200 obras re reabilitação urbana por ano, que comprovam a dinâmica deste mercado na Invicta. 

O "papão" do turismo

Sobre os atuais desafios do centro histórico da Invicta Álvaro Santos reconhece a questão do turismo, mas salienta que as entidades públicas já estão a "encontrar soluções" para a questão, nomeadamente através da política fiscal.

O responsável, citado pela agência de notícias, argumenta que "se os promotores da classificação do Porto Património Mundial lutaram por esse objetivo, não foi para terem o centro histórico enclausurado. Foi, naturalmente, um sinal de abertura ao mundo, de globalização, de atrair pessoas". Entre estas políticas, aponta o aumento da tributação sobre o alojamento local, que entra em vigor já no próximo ano. 

Por outro lado, no próximo ano, as autarquias passam a definir a aplicação do IMI nas áreas classificadas pela UNESCO. A este respeiro, o presidente da SRU do Porto diz que "a questão do IMI é importante para condicionar áreas de atividade: o turismo de uma forma desenfreada como tem acontecido, por exemplo".