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Mais de 65% dos jovens até 37 anos preferem arrendar casa e pagam até 600 euros

The Visual Hunt
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Autor: Redação

Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades. Isso mesmo é o que está a acontecer no mercado português de imobiliário, com o arrendamento a destacar-se como a grande tendência do momento dos clientes mais jovens, num país tradicionalmente de proprietários. Mais de 65% da geração Millennials, entre 17 e 37 anos, preferem arrendar casa e apenas 34,4% optam pela aquisição de imóveis. E cerca de 78% destes jovens pagam até 600 euros e apenas 19,5% estão disponíveis para pagar até 1000 euros.

Este retrato é traçado pela rede imobiliária Century 21 Portugal, que analisou as tendências dos Millennials portugueses quanto às suas opções de habitação, para perceber como esta nova geração de consumidores está a influenciar o mercado imobiliário.

Na Century 21 Portugal, segundo informa a empresa em comunicado, 45,3% das agências da marca afirmam que os Millennials representam já entre 10 a 20% das transações globais imobiliárias e cerca de 22,7 % das lojas referem que este segmento de consumidores já supera 20% das suas operações. 

Compra de casas até 100 mil euros

No que toca à compra de imóveis, 50% das lojas da marca referem que os valores das transações se situam abaixo dos 100 mil euros e 46,9% da rede regista valores médios de venda de imóveis entre os 100 mil e os 200 mil euros, neste segmento de consumidores.

Tendencialmente, os Millennials procuram casas em segunda mão (54,7% das preferências) e imóveis reabilitados (32,8%), enquanto as habitações novas registam 28% das opções de escolha e as casas já mobiladas cerca de 24%.

E mais de 61% dos Millennials preferem habitar nos centros urbanos, sendo que quase 40% referem ainda que querem viver perto do local de trabalho e 31,3% dos jovens procuram zonas residenciais.

O que valorizam os Millennials num imóvel

As acessibilidades e os transportes públicos, que registam mais de 70% das preferências, são os serviços mais valorizados pelos Millennials na procura de imóveis, seguidos pela proximidade de supermercados e centros comerciais (35,9% de valorização), as infraestruturas de lazer e desporto são apontadas em 32% das respostas, e a proximidade a escolas é privilegiada em cerca de 30%.

Sendo a geração mais educada da história da humanidade, os Millennials apresentam um poder de compra reduzido, devido aos níveis de insegurança do emprego, que os impede de fazer planos a longo prazo. "Esses fatores têm contribuído para uma mudança de hábitos de consumo e influenciam a forma como os Millennials se relacionam com os mercados, especialmente no setor imobiliário, onde esta geração está a marcar novas tendências na procura de soluções de habitação e a implicar novas dinâmicas de interacção nos profissionais do setor", diz a Century 21.