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Millennials preferem arrendar casa e optam por imóveis mais pequenos

Gtres
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Autor: Redação

Os jovens da geração millennial – integra pessoas nascidas entre 1980 e 2000, que têm atualmente entre 17 e 37 anos – preferem arrendar casa em vez de comprar e optam por imóveis mais pequenos, sobretudo T1 e T2. Falamos de pessoas que gostam de viver nos bairros históricos ou no centro das cidades e que têm em média uma renda que vai até aos 600 euros por mês. Quando decidem comprar, não gastam mais de 200.000 euros.

Em causa está um cenário traçado por três redes de mediação imobiliária a operar no país – Century 21, ERA e Remax –, sendo que os millennials representam já entre 20% a 30% dos seus clientes, escreve o Expresso. 

Procuram mais o T1 e o T2, a primeira [tipologia] quando estão a arrendar e a segunda quando descobrem que é difícil encontrar o produto adequado no arrendamento e avançam para a compra, como uma decisão de mais longo prazo”, disse Ricardo Sousa, CEO da Century 21 Portugal, citado pela publicação.

Segundo a mediadora, 65% dos millennials preferem ser inquilinos e apenas 34,4% proprietários. E mais: cerca de 78% dos millennials optam por arrendamentos até 600 euros e apenas 19,5% arrendam casa por valores entre os 600 e os 1.000 euros.

No que diz respeita à compra de casa, 50% das lojas da Century 21 Portugal referem que os valores pretendidos por estes jovens se situam abaixo dos 100.000 euros e 46,9% regista valores médios de venda de casas entre os 100.000 e os 200.000 euros.

Primazia pelo arrendamento

De acordo com João Pedro Pereira, diretor-executivo da ERA Portugal, mais de metade dos millennials “opta pelo arrendamento por uma questão económica, mas estão sempre à espera de uma oportunidade de compra”. “Consideram a primeira opção como algo de provisório, mas que no entanto pode durar anos”, frisou.

No caso da ERA, 51% dos millennials “procura apartamentos, 42% moradias e 7% outras alternativas que, normalmente, são terrenos para construir, um número mais baixo do que a média nacional que quer edificar a sua casa e que anda nos 14 a 15%”, adiantou o responsável.

Para Miguel Menezes, responsável na Remax Portugal pela área de formação, “esta é uma geração muito mais desligada da casa do que os seus progenitores e querem T1 e T2 porque são habitações mais humanizadas e pequenas, quando o núcleo familiar é de uma ou duas pessoas”. “O arrendamento torna-os mais libertos em relação a um contrato de 35 anos com uma instituição bancária como tiveram os seus pais”, explicou.

O centro das cidades é, sem dúvida, a zona mais procurada por estes jovens. Segundo dados da Century 21 Portugal, mais de 61% dos millennials preferem habitar nos centros urbanos, quase 40% querem viver perto do local de trabalho e 31,3% procuram zonas residenciais.

“Gostam de estar no centro de entretenimento e comprar carro não é uma necessidade, pegam no avião e vão para outra cidade, casam e têm filhos mais tarde, compram casa mais tarde, o que faz com que se crie aqui uma necessidade no mercado que no passado não era tão expressiva como atualmente”, referiu Ricardo Sousa.