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BPI vende cinco edifícios na Baixa de Lisboa

O "quarteirão" situa-se em plena Baixa lisboeta / Wikimedia commons
O "quarteirão" situa-se em plena Baixa lisboeta / Wikimedia commons
Autor: Redação

Até os bancos estão a aproveitar a época áurea que o setor imobiliário está a viver. E desta vez surge em cena o BPI, que decidiu vender o seu mais antigo imóvel situado na Baixa lisboeta. Estamos a falar de um quarteirão inteiro em frente ao Museu do Design e junto ao Arco da Rua Augusta. No total estão à venda cinco edifícios de arquitetura pombalina que perfazem 11.000 metros quadrados (m2).

Porquê vender e porquê agora? Fonte oficial do BPI disse, citada pelo Expresso, que atualmente há “mercado para edifícios destes”, enfatizando que “é claramente uma oportunidade”. Esclareceu ainda que esta já não é uma zona financeira, de tal forma que “já não é tão prática para trabalhar como antes”.

No total são cinco o edifícios do século XVIII que deverão ser vendidos. Com o passar dos anos, explicou a mesma fonte, foram comprados vários bancos, “e os edifícios foram-se juntando”. Falamos de 11.000 m2 que gozam de uma localização privilegiada. “Este é um imóvel especial, tem uma frente para a Rua Augusta, uma para a Rua do Comércio, outra para a Rua de São Julião e outra para a Rua do Ouro”, salientou, assegurando que “de certeza que terá procura”.

Banco está a vender "um quarteirão inteiro"

Segundo Fernando Vaz Costa, diretor da área de promoção da JLL, que está a mediar a operação, “o imóvel está a ser um sucesso de interesse” , tendo sido apenas colocado à venda no dia 15 de janeiro.

“Abrimos aquilo a que chamamos de processo competitivo de venda, ou seja, enviámos cartas para uma lista de contactos bastante extensa, na sua maioria investidores internacionais, de todas as nacionalidades, mas também alguns nacionais e agora vamos fazer as visitas que começaram no sábado (21 de janeiro). Têm de ser ao fim de semana, quando o imóvel está vazio”, explicou Fernando Vaz Costa, citado pela publicação.

Os interessados têm depois de enviar as propostas com as ofertas de compra até ao dia 23 de fevereiro, para depois o BPI e a JLL as analisar e entrar em processo de negociação com os investidores que apresentarem as melhores ofertas.