Notícias sobre o mercado imobiliário e economia

Preços das casas disparam em Portugal. Amadora com subida relâmpago

Flickr/Creative commons
Flickr/Creative commons
Autor: Redação

Está ao rubro o mercado residencial em Portugal, sendo que a “moda” dos preços altos parece não ter fim à vista. O valor mediano dos preços dos alojamentos familiares vendidos no país subiu para 912 euros por metro quadrado (m2) no terceiro trimestre do ano passado, um aumento de 7% face ao período homólogo. E mais: há seis municípios onde o m2 custa mais de 1.500 euros.

Os números divulgados esta segunda-feira (dia 29) pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) são esclarecedores. O município de Lisboa continua a ser o mais caro do país, com o preço mediado de venda de habitações a fixar-se em 2.315 euros por m2 – mais 15,5% que no terceiro trimestre do ano passado. 

“[Destacam-se] ainda, com valores acima de 1.500 euros por m2, os municípios de Cascais (1.893 euros por m2), Loulé (1.704 euros por m2), Lagos (1.619 euros por m2), Oeiras (1.572 euros por m2) e Albufeira (1.524 euros por m2)”, refere o INE.

No caso de Lisboa, os preços aumentaram em todas as freguesias. A exceção foi Marvila, que registou uma quebra homóloga de 5,5%, para 1.550 euros por m2. “As freguesias da Misericórdia (que inclui a área do Bairro Alto e do Cais do Sodré) e de Santo António (que inclui a Avenida da Liberdade e áreas adjacentes) registaram os preços medianos mais elevados de venda de alojamentos, respetivamente 3.440 euros por m2 e 3.425 euros por m2”.

Amadora e Porto ao rubro

Outra das conclusões a retirar é que comprar casa na Amadora (Grande Lisboa) está muito mais caro que há um ano. “Face ao período homólogo, todas as cidades com mais de 100 mil habitantes registaram uma subida dos preços da habitação, tendo a Amadora registado o aumento mais expressivo (+16,4%) e a cidade do Funchal o menor crescimento relativo (+4,1%). Além da cidade da Amadora, também Lisboa (+15,5%) e Porto (+14,1%) registaram taxas de crescimento expressivas, face ao período homólogo”, lê-se no site do INE.

No caso do Porto, a União de freguesias de Cedofeita, Santo Ildefonso, Sé, Miragaia, São Nicolau e Vitória destacou-se entre as sete freguesias da cidade, “por apresentar o preço mediano de alojamentos vendidos acima do valor da cidade (1.445 euros por m2 na freguesia face a 1.254 euros por m2) e também uma taxa de variação face ao período homólogo (+41%) superior à verificada na cidade (+14,1%)”.

“Destacam-se ainda as freguesias União das freguesias de Aldoar, Foz do Douro e Nevogilde (1.801 euros por m2) e Campanhã (786 euros por m2) que registaram, respetivamente, o maior e o menor preço da habitação, entre as freguesias da cidade do Porto”, conclui o INE.

Segundo a entidade, para apurar os dados em causa tomou-se a mediana (valor que separa em duas partes iguais o conjunto ordenado de preços por m2) como valor de referência para os preços de venda de alojamentos familiares, o que permite expurgar o efeito de valores extremos da leitura do mercado de transações de habitação à escala local.