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Venda dos prédios da Fidelidade é “uma bomba-relógio”, diz Helena Roseta

Wikimedia commons
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Autor: Redação

A Fidelidade anunciou a intenção de querer vender vários imóveis em bloco, em Lisboa. Um cenário que está a preocupar a deputada e presidente da Assembleia Municipal de Lisboa (AML), Helena Roseta, para quem o negócio é uma “bomba-relógio”.

A seguradora anunciou, em outubro de 2017, a intenção de alienar 277 imóveis, revelando que a grande maioria dos ativos se concentrava em Lisboa e Porto. A autarquia da capital, segundo a deputada socialista, fez uma pesquisa nas conservatórias para saber o património em nome da Fidelidade. Segundo os dados recolhidos, esse património ultrapassa as “1.500 frações numa lista de páginas, páginas e mais páginas”, disse Helena Roseta, citada pelo jornal i. Em causa estarão 280 prédios.

O “tema” Fidelidade foi colocado em cima da mesa no início desta semana, quando um conjunto de moradores de Santo António dos Cavaleiros, em Loures, veio alertar a Junta de Freguesia local e respetiva Câmara Municipal para o facto de estarem a ser notificados pela Fidelidade de que os seus contratos de arrendamento não iriam ser renovados e que teriam 120 dias para entregar as chaves do imóvel.

Depois do alerta, responsáveis da Câmara Municipal de Lisboa entraram em contacto com a seguradora para perceberem se esta estaria interessada em dar direito de preferência à autarquia numa possível venda.

Apesar da Fidelidade estar a respeitar a lei – no que diz respeito ao envio da notificação, relativa ao términos do contrato –, este cenário pode tomar grandes proporções ao nível do mercado imobiliário. “Acontece que agora de repente há uma concentração de 1.500 situações dessas [não renovação de contratos de arrendamento] num só proprietário”, afirmou a deputada, questionando os efeitos de uma situação como esta.

Para Helena Roseta, “os problemas mudam de natureza quando mudam de escala”. A responsável pede, aliás, intervenção política, por considerar este negócio uma "bomba- relógio".