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Preço das casas sobe 4,5% em Portugal no segundo trimestre de 2019

Lisboa continua a ser região mais cara para adquirir um imóvel, com preços a rondar os 2.807 por m2. / Photo by Kit Suman on Unsplash
Lisboa continua a ser região mais cara para adquirir um imóvel, com preços a rondar os 2.807 por m2. / Photo by Kit Suman on Unsplash
Autor: Redação

A dinâmica do mercado imobiliário continua em alta e comprar casa em Portugal é cada vez mais caro. O preço das casas voltou a subir 4,5% no segundo trimestre do ano, fixando-se nos 1.932 euros por metro quadrado (m2), segundo o índice de preços do idealista - trata-se de um aumento de 16% em termos homólogos. E, como seria de esperar, Lisboa é a região mais cara para adquirir um imóvel, com preços a rondar os 2.807 por m2.

Regiões

Todas as regiões assistiram a um aumento de preços em termos trimestrais, com exceção da Região Autónoma dos Açores que apresenta uma descida de 1,8%. Destaque ainda para a Área Metropolitana de Lisboa (AML), que viu os preços crescerem 6,5%. Seguem-se, por esta ordem, Centro (4%), Algarve (3,9%), Norte (3,8%), Região Autónoma da Madeira (3,1%) e Alentejo (1,5%).

A AML continua a ser, sem supresas, a região mais cara para comprar casa, com o m2 a custar, entre abril e junho, 2.807 euros. Seguem-se as regiões do Algarve, onde os preços da habitação custam 2.153 euros por m2, a região Norte (1.570 euros por m2) e Região Autónoma da Madeira (1.539 euros por m2).

A Região Autónoma dos Açores (834 euros por m2), o Centro (1.020 euros por m2) e Alentejo (1.041 euros por m2), apresentam-se como as regiões mais baratas.

Distritos

Os preços subiram em 17 distritos – entre os 24 analisados, contando com as ilhas da Madeira e dos Açores –, com os maiores aumentos a terem lugar em Lisboa (5,3%), Porto (5,1%), Guarda (4,9%), Setúbal (4,6%), Aveiro (4,2%) e Leiria (4,2%). No caso de Coimbra, a subida foi de 2,9%.

Em sentido contrário encontam-se a ilha de São Miguel (-5,2%), Castelo Branco (-2,5%), Portalegre (-2%) e Santarém (-1,9%).

O ranking dos distritos mais caros continua a ser liderado por Lisboa (3.162 euros por m2), seguido por Faro (2.153 euros por m2) e Porto (1.816 euros por m2). Já as casas à venda com preços “mais em conta” encontram-se na Guarda (645 euros por m2), Castelo Branco (663 euros por m2), Bragança (701 euros por m2) e Vila Real (730 euros por m2).

Capitais de distrito/cidades

Os preços aumentaram em 16 capitais de distrito, com a Guarda (13,1%) a liderar a lista. Seguem-se Setúbal (7,7%), Aveiro (6,8%) e Coimbra (6,4%). Já em Lisboa a subida foi de 5,9% e no Porto de 1,6%.

Onde é que os preços mais desceram? Em Évora (-2,7%), Castelo Branco (-1,6%) e Ponta Delgada (-1,2%).

Lisboa continua a ser a cidade onde é mais caro comprar casa: o m2 custa 4.516 euros. Porto (2.718 euros por m2) e Faro (1.841 euros por m2) ocupam o segundo e terceiro lugares do pódio. As capitais de distrito mais económicas são Castelo Branco (671 euros por m2), Bragança (738 euros por m2) e Guarda (761 euros por m2).

O índice de preços imobiliários do idealista

A metodologia utilizada neste relatório (a partir do primeiro trimestre de 2019) foi atualizada. Após a incorporação do idealista/data no grupo idealista, foram introduzidas novas fórmulas de cálculo que contribuem para uma maior precisão na análise da evolução dos preços, particularmente em pequenas zonas.

Por recomendação da equipa estatística do idealista/data, a fórmula para encontrar o preço médio foi atualizada: além de eliminar anúncios atípicos e com preços fora do mercado, calculamos o valor mediano em vez do valor médio. Com esta mudança, além de tornar o estudo mais próximo da realidade do mercado, homologamos a nossa metodologia com as que se aplicam em outros países para a obtenção de dados imobiliários.

Incluímos ainda a tipologia “moradias unifamiliares” e descartamos todos os anúncios que se encontram na nossa base de dados e que estão há algum tempo sem qualquer tipo de interação pelos utilizadores. O relatório continua a ter como base os preços de oferta publicados pelos anunciantes do idealista.

O relatório completo está disponível neste link.