Notícias sobre o mercado imobiliário e economia

Trocar a cidade pela aldeia? Sim, à "caça" de casas maiores e mais baratas

Há muita procura de casas e quintas nos arredores de Castelo Branco / Wikimedia commons
Há muita procura de casas e quintas nos arredores de Castelo Branco / Wikimedia commons
Autor: Redação

A procura de casas nas aldeias da Beira Interior está a aumentar a "olhos vistos". E tudo por causa dos preços, cada vez mais elevados, praticados nas cidades. Há quem esteja decidido, por isso, a encontrar habitação nas zonas rurais, locais onde é possível comprar uma casa maior por menos dinheiro. Um cenário que tem vindo a "animar" o setor da construção, que se vê confrontado com a falta de mão de obra. 

Uma casa melhor, maior, e que custa menos dinheiro. Foram estas as razões que levaram José Simão a trocar Castelo Branco pela aldeia das Benquerenças. O escultor, igualmente atraído pela tranquilidade e melhores condições de vida que uma aldeia oferece, disse ao Expresso ter conseguido “mais área por menos dinheiro”.

Luís Batista, consultor imobiliário ouvido pela mesma publicação, revela que um apartamento T3 na cidade de Castelo Branco pode custar 140 mil euros e admite que a “10 ou 15 quilómetros da cidade fica mais barato comprar o terreno e construir uma vivenda”. O especialista deu ainda como exemplo a aldeia de Cebolais de Baixo, onde “há também alguns estrangeiros, sobretudo ingleses, que estão a comprar e recuperar algumas quintas que estavam abandonadas”.

Em Penamacor, o mesmo cenário: a procura de quintas e de casas subiu em flecha. São sobretudo ingleses e irlandeses que vêm à procura de melhor qualidade de vida, quem está a comprar velhas casas e quintas esquecidas”, acrescenta Manuel Pereira, agente imobiliário na Covilhã. Na Orca, uma aldeia na serra da Gardunha, Marco Marques diz ter mais trabalho do que aquele a que consegue dar vazão, e que até teve de reforçar o quadro de pessoal da empresa.

"Até há três anos eram sobretudo ingleses, hoje temos muitos portugueses que vêm das grandes cidades e emigrantes que regressam ao país”, refere o responsável, esclarecendo que há também  muitos casos de outros compradores “trazidos por pessoas que conhecem a região e que ficam seduzidos pela natureza e procuram casas para reabilitar”.