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Preço das casas sobe 3,3% em Portugal no primeiro trimestre de 2019

A Área Metropolitana de Lisboa é a região mais cara para comprar casa / Gtres
A Área Metropolitana de Lisboa é a região mais cara para comprar casa / Gtres
Autor: Redação

Mudam-se os tempos, mudam-se os preços. E sim, comprar casa em Portugal está cada vez mais caro. O preço das casas voltou a subir 3,3% nos primeiros três meses do ano, face ao último trimestre de 2018, fixando-se nos 1.849 euros por metro quadrado (m2), segundo o índice de preços do idealista. Trata-se de um aumento de 17% em termos homólogos.

Regiões

Todas as regiões assistiram a um aumento de preços em termos trimestrais, à exceção do Centro e da Região Autónoma dos Açores, que apresentaram uma descida de 4,7% e 5,7%, respetivamente. Destaque ainda para a região Norte, onde os preços cresceram 4,6%. Seguem-se, por esta ordem, a Região Autónoma da Madeira (3,7%), a Área Metropolitana de Lisboa (AML/2,8%), o Algarve (0,6%) e o Alentejo (0,5%).

A AML continua a ser, sem surpresas, a região mais cara para comprar casa, com o m2 a custar, entre janeiro e março, 2.637 euros. Seguem-se as regiões do Algarve, onde os preços da habitação já custam 2.072 euros por m2, a região Norte (1.512 euros por m2) e a Região Autónoma da Madeira (1.493 euros por m2).

A Região Autónoma dos Açores (849 euros por m2), o Centro (981 euros por m2) e o Alentejo (1.026 euros por m2) apresentam-se como as regiões mais baratas.

Distritos

Os preços subiram em 15 distritos – entre os 24 analisados, contando com as ilhas da Madeira e dos Açores –, com os maiores aumentos a terem lugar no Porto (4,6%), Castelo Branco (4%) e Madeira (3,6%). No caso de Lisboa, a subida foi de 2,2%.

Em sentido contrário encontram-se a ilha da Terceira, Leiria e ilha do Pico, que registaram as maiores descidas de preços: -6,1%, -5,9% e -4,1%, respetivamente.

O ranking dos distritos mais caros continua a ser liderado por Lisboa (3.002 euros por m2), seguido por Faro (2.072 euros por m2) e Porto (1.728 euros por m2). Já as casas à venda com preços “mais em conta” encontram-se na Guarda (615 euros por m2), Bragança (676 euros por m2) e Castelo Branco (680 euros por m2).

Capitais de distrito/cidades

Os preços aumentaram em 16 capitais de distrito, com Castelo Branco (4,8%) a liderar a lista. Seguem-se Setúbal (4,4%), Guarda (4,2%), Braga (4%) e Évora (3,8%). Já em Lisboa a subida foi de 2,2% e no Porto de 2,1%.

Onde é que os preços mais desceram? Em Vila Real (-18,1%), Coimbra (-2,9%) e Viana do Castelo (-2,7%).

Lisboa continua a ser a cidade onde é mais caro comprar casa: o m2 custa 4.263 euros. O segundo e terceiro lugares do pódio são ocupados pelo Porto (2.677 euros por m2) e Faro (1.753 euros por m2). As cidades capitais de distrito mais económicas são a Guarda (674 euros por m2), Castelo Branco (682 euros por m2) e Vila Real (691 euros por m2).

Nota: A cidade de Leiria apresenta uma descida anómala devido a uma mudança na amostra, não sendo representativa. Este dado não foi tido em conta para o estudo. 

O índice de preços imobiliários do idealista

A metodologia utilizada neste relatório (referente ao primeiro trimestre de 2019) foi atualizada. Após a incorporação do idealista/data no grupo idealista, foram introduzidas novas fórmulas de cálculo que contribuem para uma maior precisão na análise da evolução dos preços, particularmente em pequenas zonas. 

Por recomendação da equipa estatística do idealista/data, a fórmula para encontrar o preço médio foi atualizada: além de eliminar anúncios atípicos e com preços fora do mercado, calculamos o valor mediano em vez do valor médio. Com esta mudança, além de tornar o estudo mais próximo da realidade do mercado, homologamos a nossa metodologia com as que se aplicam em outros países para a obtenção de dados imobiliários. 

Incluímos ainda a tipologia “moradias unifamiliares” e descartamos todos os anúncios que se encontram na nossa base de dados e que estão há algum tempo sem qualquer tipo de interação pelos utilizadores. O relatório continua a ter como base os preços de oferta publicados pelos anunciantes do idealista. 

O relatório completo está disponível neste link.