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PSD é o partido mais rico em imóveis (destrona PCP)

Photo by Kobu Agency on Unsplash
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Autor: Redação

Qual será o partido mais rico de Portugal? Depende da perspetiva, ou como quem diz, de que tipo de património estamos a falar. Os comunistas são os que têm mais dinheiro no banco, e os sociais-democratas são os mais ricos em capital imobiliário. O PSD é dono de ativos fixos tangíveis – sobretudo imóveis, mas também carros e outros bens – avaliados em 26,3 milhões de euros.

O PSD conseguiu superar o PCP, tido historicamente como o partido com mais imóveis, depois de em 2018 ter pedido ao Fisco uma reavaliação do seu património, como o idealista/news noticiou. Os sociais-democratas deram o “salto” em apenas um ano: em 2017 declararam apenas 5,9 milhões de euros em ativos fixos tangíveis, valor esse que aumentou mais de quatro vezes em 2018, ultrapassando os 25 milhões.

Com estes valores, e dada a reavaliação, o PSD tornou-se proprietário de mais de metade do total dos imóveis declarados pelos partidos à Entidade das Contas e Financiamentos dos Partidos (EFCP). Atrás segue o PCP, com 14,7 milhões, que desde sempre – e mesmo antes da chegada da Troika a Portugal – era líder do ranking dos partidos com mais património imobiliário.

Comunistas têm mais dinheiro no banco

O PCP tem mais de três milhões de euros no banco, segundo as contas anuais dos partidos entregues à ECFP, citadas pelo ECO. De acordo com a publicação, a seguir aos comunistas, o partido com mais dinheiro é o PSD, com 2,24 milhões na conta bancária, seguido do BE, com 1,55 milhões. O PS tem pouco mais de 200 mil euros no banco, ainda que no final da tabela apareça o CDS, que tem cerca de 14 mil euros.

E se olharmos para os resultados do ano? Os comunistas acabaram o ano com um saldo de cerca de 17 milhões de euros. Já o PSD apresenta um saldo positivo de 20 milhões, com dúvidas que ultrapassam os nove milhões – ainda que tenha bens no valor de quase 30 milhões de euros. O BE contabiliza ativos no valor de 3,13 milhões e 170 mil euros em passivo.

PSD e PS são os partidos cujo valor do passivo é superior ao ativo. Os socialistas acabaram o exercício de 2018 com dívidas superiores a 20 milhões de euros, e o CDS com um passivo de 456 mil euros.