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Os municípios (e freguesias) onde as rendas estão mais caras: Lisboa é a “rainha” dos preços altos

No município de Lisboa o valor das rendas fixou-se nos 11,71 euros por m2 / Photo by Sagar Vadher on Unsplash
No município de Lisboa o valor das rendas fixou-se nos 11,71 euros por m2 / Photo by Sagar Vadher on Unsplash
Autor: Redação

Comprar casa em Portugal está caro. E arrendar? Também. As rendas da habitação subiram 9,2% para uma média nacional de cinco euros por metro quadrado (m2) nos primeiros seis meses do ano. Houve 37 municípios, localizados maioritariamente na Área Metropolitana de Lisboa (AML) e no Algarve, onde os preços ficaram acima da média nacional. Os números mostram que arrendar casa no país está cada vez mais difícil, não sendo de estranhar, por isso, a queda a “pique” na celebração de novos contratos – menos 10, 5% do que o registado no mesmo período do ano anterior.

Na Área Metropolitana de Lisboa (AML), onde foram celebrados 23.562 contratos, o valor das rendas fixou-se nos 7,54 euros por m2, de acordo com os dados do Instituto Nacional de Estatística (INE). O município de Lisboa continua, sem surpresas, a ser o mais caro do país: o valor das rendas fixou-se nos 11,71 euros por m2.

Preços vistos à lupa

Se analisarmos os preços freguesia a freguesia, verificamos que arrendar uma casa de 100 m2 em Santo António (zona do Marquês de Pombal e Avenida da Liberdade) pode custar qualquer coisa como 1.420 euros – os preços subiram 7,8% para uma média de 14,12 euros. Ainda assim, e apesar de Santo António levar “para casa” o galardão de freguesia mais cara do país, Carnide destacou-se com o maior aumento nas rendas: os preços subiram 20,5% para uma média de 13,21 por m2.

Para além de Lisboa, e com valores iguais ou superiores a sete euros por m2, destacaram-se ainda os municípios de Cascais (10,23 euros por m2 ), Oeiras (9,75 euros por m2 ), Porto (8,33 euros por m2) Amadora (7,69 euros por m2 ) e Odivelas (7,33 euros por m2 ), por exemplo. O Porto está, além disso, entre os municípios onde se registaram os aumentos mais expressivos – o valor mediano das rendas aumentou 15,5%, quase tanto como nos municípios de Braga e Matosinhos, onde o valor mediano das rendas aumentou 16,4%, 16%, respetivamente.

Segundo o INE, na Área Metropolitana do Porto (AMP), onde foram registados 12.431 novos contratos de arrendamento, o valor das rendas fixou-se nos 5,42 euros por m2. No município do Porto, como já foi referido, os preços subiram para os 8,33 euros por m2, e é na União das freguesias de Aldoar, Foz do Douro e Nevogilde que "mais custa" arrendar casa, cerca de 9,62 euros por m2. Na prática, um imóvel de 100 m2 pode custar 962 euros por mês.

Rendas a subir, contratos a descer

Ao todo, na primeira metade do ano, o INE contabilizou 71.369 novos contratos de arrendamento, menos 10, 5% do que o registado no mesmo período do ano anterior.

O gabinete de estatísticas refere ainda a Área Metropolitana de Lisboa concentrou cerca de um terço dos novos contratos de arrendamento (23.562). As áreas metropolitanas de Lisboa e do Porto representaram, em conjunto, 50% do total dos novos contratos do país e o Algarve 5,7%. O Baixo Alentejo apresentou o menor número de novos contratos de arrendamento (390).