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O “mundo” dos vistos gold em números – Portugal tem um dos regimes mais atrativos

Expresso
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Autor: Redação

Só Grécia e Letónia têm regimes de concessão de vistos gold mais vantajosos que Portugal, exigindo um investimento de 250.000 euros aos estrangeiros que pretendam instalar-se nos seus territórios. Em Portugal a fasquia mantém-se nos 500.000 euros – para a compra de imóveis – desde que o regime (designado oficialmente por Autorização de Residência para Atividade de Investimento) foi criado, em 2012. 

São 20 os países que têm em vigor programas de obtenção de vistos através de investimentos, escreve o Expresso. Citada pela publicação, Susana Coroado, da Transparência e Integridade, uma associação de utilidade pública sem fins lucrativos, disse que Portugal é dos países que mais atraem estes investimentos. “Houve tempos em que o número de vistos atribuídos no nosso país era dez vezes superior ao do Reino Unido”, referiu.

Portugal tem a vantagem da confidencialidade. Malta, por exemplo, todos os anos publica os nomes de pessoas com vistos gold. E esse é o grande motivo por que nunca tivemos um escândalo a sério”, alertou a responsável.

De acordo com a publicação, a associação defende uma maior transparência no programa português, cujas informações tornadas públicas se resumem às estatísticas mensais do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF): número de autorizações de residência atribuídas, as principais nacionalidades, o investimento total e a forma como foram obtidos os vistos. 

Recentemente, a Transparência e Integridade pediu ao Ministério da Administração Interna (MAI) informações mais detalhadas sobre o programa português: a origem dos fundos, a distribuição geográfica dos vistos em Portugal, quantos postos de trabalho foram efetivamente criados, identificação das empresas, entre outras.

Mas como não obteve resposta recorreu à Comissão de Acesso aos Documentos Administrativos (CADA), cujo parecer foi favorável à associação. O MAI escusou-se, no entanto, a prestar mais do que as informações já conhecidas, tendo o caso chegado agora ao Tribunal Administrativo de Lisboa, conta o Expresso.