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Os inimigos para a saúde que vivem dentro de casa - guia para minimizar riscos

Todos convivemos com químicos que, sendo necessários e até benéficos, têm efeitos negativos. No Deco Alerta explicamos.

Photo by Inside Weather on Unsplash
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Autor: Redação

Inevitalmente, em maior ou menor grau, todos estamos expostos a químicos nos nossos lares. Que tendo finalidades positivas, podem ter efeitos secundários. Esta questão toma particular relevância agora, num contexto, em que tantas famílias estão a teletrabalhar e de quarentena por causa da pandemia do coronavírus. Não têm o efeito, nem os sintomas imediatos do Covid-19, mas sim que estas substâncias podem ser nocivas a prazo para a saúde. No Deco Alerta de hoje explicamos como minimizar os riscos. 

Trata-se de uma rubrica semanal destinada a todos os consumidores em Portugal que é assegurada pela Deco – Associação Portuguesa para a Defesa do Consumidor para o idealista/news. Envia a tua questão para a Deco, por email para decolx@deco.pt ou por telefone para 00 351 21 371 02 20.

No nosso quotidiano e, inclusivamente na nossa casa, contactamos com muitos materiais que têm na sua composição substâncias tóxicas. Referimo-nos, por exemplo, a eletrodomésticos, soalho e sofás.

A inalação e ingestão destes compostos pode acontecer sem que se aperceba e implicar riscos para a saúde, como sejam erupções cutâneas, falta de ar e dor de cabeça.

Mas estas substâncias também têm benefícios: aumentam a segurança do nosso lar. Trocando por miúdos e dando nome aos químicos, avançamos com os casos mais comuns:

  1. Ftalatos que tornam os plásticos mais flexíveis e resistentes nos brinquedos, por exemplo;
  2. Retardadores de chama que impedem que alguns objetos se inflamem quando sobreaquecem ou em caso de incêndio doméstico, cortinados e sofás, por exemplo;
  3. Compostos perfluorados que servem para impermeabilizar estes têxteis, presentes em tecidos com tratamento (antinódoa, antitranspirantes ou antirrugas) por exemplo.

O que fazer para minimizar o risco destes químicos?

  • Abrir as janelas e arejar a casa deve ser uma das primeiras atitudes a assumir. Evita os purificadores de ar;
  • Lavar tapetes, cortinados e sofás com frequência;
  • Optar por produtos de higiene, limpeza e tintas com Rótulo Ecológico Europeu, que atesta a presença de menos substâncias nocivas;
  • Se possível, optar por pisos de madeira, pedra natural ou cerâmica;
  • Evitar as panelas e frigideiras de teflon, pois, com o uso, podem libertar partículas nocivas; prefira as de cerâmica;
  • Guardar as sobras em recipientes de vidro ou cerâmica;
  • Lavar a roupa nova antes de usar.