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Plano de Recuperação e Resiliência: carências habitacionais já estão desatualizadas

O levantamento das necessidades feito pelo IHRU em 2018, e que serviu de base ao Plano de Recuperação, já está desatualizado. Há mais famílias a precisarem de ajuda.

Photo by LoboStudio Hamburg on Unspla
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Autor: Redação

O Governo anunciou a intenção de investir cerca de 1.250 milhões de euros para dar habitação condigna a cerca de 26 mil famílias a precisarem de ser realojadas. O objetivo está inscrito no Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) que o Executivo vai entregar em Bruxelas, em outubro, mas ao que tudo indica, as carências habitacionais identificadas, e para as quais foi desenhado o apoio do Plano, estão desatualizadas.

As Estratégias Locais de Habitação, entregues por vários municípios, mostram que já houve um aumento das carências habitacionais face ao identificado anteriormente, nomeadamente em 2018, quando o Instituto da Habitação e da Reabilitação Urbana (IHRU) apresentou os números do Levantamento Nacional das Necessidades de Realojamento Habitacional, e que davam conta de um universo de cerca de 26 mil famílias a precisarem de ser realojadas. Já nessa altura, e para resolver o problema, as estimativas feitas pelo IHRU apontavam para um custo total de 1.500 milhões.

Segundo o jornal Público, que avança a notícia, este diagnóstico já está desatualizado: o número de carências aumentou. O município de Évora, por exemplo, escreve o jornal, aparece no levantamento do IHRU, de 2018, com 153 famílias a realojar. Mas agora, e tendo em conta um acordo de colaboração que assinou em julho, o IHRU comprometeu-se a apoiar a solução prevista para 1.336 agregados em situação de carência habitacional grave, num total de 467 soluções habitacionais promovidas pelo município e pela empresa municipal Habévora – Gestão Habitacional.  

O mesmo se passa em Matosinhos. O instituto vai disponibilizar cerca de 51,7 milhões de euros para resolver os problemas habitacionais de 1.691 agregados familiares até 2025. No levantamento realizado em 2018, este município aparecia com apenas 190 famílias a realojar.