O último governo socialista de José Sócrates (em 2009 e 2010) vendeu, em dois anos, quase 80% do valor do património imobiliário público que aparece registado na Direção-Geral do Tesouro e Finanças (DGTF). Nesse período, o governo socialista liderado pelo então primeiro-ministro conseguiu encaixar 655 milhões de euros com vendas de património do Estado e de institutos públicos.
Desde então que a rentabilização dessas operações tem vindo a cair, segundo a notícia avançada pelo Dinheiro Vivo. De acordo com os cálculos da publicação, no período dos dois governos PSD-CDS (2011-2015), marcado pela troika e o programa de ajustamento, os dados das Finanças mostram que o produto da alienação de imóveis públicos ascendeu 131,1 milhões de euros.
Já nos últimos quatro anos em análise, os dois governos de António Costa obtiveram um encaixe com vendas de imobiliário ainda menor, a rondar os 63 milhões de euros. Em 2019, a receita anual foi, de resto, a mais baixa desde que há registo: cerca de 2,5 milhões de euros.
Em 11 anos, e segundo os dados da DGTF, os sucessivos governos conseguiram alienar património imobiliário no valor de 849 milhões de euros.
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