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Habitação vai receber 1.251 milhões de euros para ajudar classe média a ter rendas acessíveis

Primeiro-ministro diz que este este dinheiro, contemplado no Programa de Recuperação e Resiliência, visa responder à emergência da pandemia e “preparar o futuro”.

Photo by Cody Doherty on Unsplash  Copy to clipboard
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Autor: Lusa

O primeiro-ministro, António Costa, anunciou ontem que serão investidos 1.251 milhões de euros, nos próximos seis anos, na habitação, no âmbito do Programa de Recuperação e Resiliência. “Essa nova geração de políticas de habitação tem uma grande oportunidade através do Programa de Recuperação e Resiliência", disse o chefe do Governo.

Durante a cerimónia de homologação do “Acordo de Colaboração no âmbito do 1.º Direito para o Município do Porto", o primeiro-ministro salientou a necessidade de existirem “mecanismos de financiamento fora do perímetro de consolidação orçamental” que auxiliem a financiar programas de resposta à classe média e de acesso ao arrendamento acessível.

António Costa defendeu que o país tem de ser capaz de “ao mesmo tempo” que responde à emergência da pandemia, “preparar o futuro”.

“Temos de sair desta crise, não mais fracos, mas mais fortes do que estávamos antes do início desta crise”, referiu, acrescentando que quando “os recursos” financeiros da União Europeia forem “libertados”, o país tem de “estar em condições de os imediatamente executar”.

O chefe de Estado sublinhou que o plano de recuperação económica apresentado à Comissão Europeia “está a andar a bom ritmo” e identifica um conjunto de “vulnerabilidades” que são “prioritárias”.

“[O plano] identifica um conjunto de vulnerabilidades que tem de ser prioritárias resolver para que no futuro possamos estar mais bem preparados para enfrentar situações adversas como esta que estamos a viver”, disse, destacando a importância das cidades e das áreas metropolitanas em questão de habitação.

Nesse sentido, António Costa falou da existência de um “programa especial” para as Áreas Metropolitanas de Lisboa e do Porto de “mais de 250 milhões de euros” para financiar operações integradas de intervenção “sobre as manchas de pobreza” e “zonas de maior fratura social que existem”.

Paralelamente, o primeiro-ministro salientou o “investimento muito grande” que vai ser feito em parceria com as misericórdias, Instituições Particulares de Solidariedade Social (IPSS) e outras entidades para dar respostas sociais à população mais idosa, que está “numa situação particularmente vulnerável”.

Ao conseguir ter um programa que “ajude a reanimar fortemente a economia”, que assegure o direito à habitação para todos, o primeiro-ministro acredita que será possível “cumprir a meta” proposta de “celebrar os 50 anos do 25 de abril, em 2024, tendo erradicado da sociedade portuguesa as situações de habitação indigna”.

O acordo de colaboração entre a Câmara do Porto e o Instituto de Habitação e Reabilitação Urbana (IHRU) prevê realojar, no âmbito do programa 1.º Direito, entre 2020 e 2025, 1.740 famílias que atualmente vivem em condições indignas.

Na candidatura ao programa foram consideradas 1.740 famílias (3.800 pessoas) de um universo de 3.000, sendo que as restantes 1.600 famílias irão ser objeto de um Acordo de Colaboração a ser celebrado entre a Porto Vivo, SRU e a IHRU.

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