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Quartos para arrendar em Portugal: oferta sobe 22% com a Covid-19 e triplica no Porto

Análise mostra a evolução no mercado de arrendamento de casas partilhadas, durante a pandemia, a nível nacional.

Photo by Chewy on Unsplash
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Autor: Leonor Santos

A oferta de quartos para arrendar em Portugal aumentou à boleia da Covid-19. Segundo dados do idealista, o número de quartos disponíveis para viver em casas partilhadas em novembro é quase 22% superior face ao registado no final do primeiro trimestre do ano, embora a evolução não tenha sido homogénea em todo o território nacional, tal como mostra esta análise. No Porto a oferta triplicou, numa variação de quase 200%, mas se rumarmos ao Alentejo, até Beja, encontramos um cenário bem diferente: nenhum registo de anúncios em novembro.

Apesar da variação de 22%, de março para novembro, e se analisarmos os dados por capitais de distrito, observamos várias diferenças na oferta de quartos em casas partilhadas: algumas registaram subidas e outras estão no vermelho, com quebras no número de anúncios disponíveis. 

Do total dos 20 distritos do país (18 no Continente e 2 nas Ilhas), 10 registaram subidas face a março, e os restantes 10 viram a sua oferta cair.

Oferta triplica no Porto e é nula em Beja

Lisboa está, mais uma vez, na vanguarda das subidas, sendo a capital de distrito que reúne o maior número de anúncios. De março para novembro, registou uma variação de cerca de 61%. Apesar de a oferta ser maior na (também) capital portuguesa, é o Porto que se destaca nesta lista. A oferta triplicou na Invicta desde o início da pandemia, observando-se uma variação de quase 200%. Ainda a Norte, nota para Braga, com um crescimento de 174% - o número de quartos disponíveis mais que duplicou em novembro, face a março.

Com aumentos de, pelo menos, 50%, de referir ainda Faro (57%) e Ponta Delgada (65%). A oferta de quartos para arrendar e viver numa casa partilhada também aumentou no Funchal, (45%), Aveiro (43%), Coimbra (18%) e Guarda (17%). Também positivo, mas com subida de apenas um dígito, está Setúbal (9%).

Capitais de distrito

Variação nov-20 vs mar-20

Aveiro 43%
Beja -100%
Braga 174%
Bragança -33%
Castelo Branco -67%
Coimbra 18%
Évora -56%
Faro 57%
Funchal 45%
Guarda 17%
Leiria -19%
Lisboa 61%
Ponta Delgada 65%
Portalegre -21%
Porto 200%
Santarém -19%
Setúbal 9%
Viana do Castelo -69%
Vila Real -50%
Viseu -33%

Ainda assim, há 10 capitais de distrito a dar conta de um cenário bem diferente. Com destaque para Beja, onde não havia anúncios de quartos para arrendar em novembro. Em março, a oferta já era residual.

Também a vermelho na tabela, e com quedas na oferta de quartos para arrendar igual ou superiores a 50%, estão Vila Real (-50%), Évora (-56%), Castelo Branco (-67%) e Viana do Castelo (-69%). Bragança e Viseu partilham o mesmo lugar na lista, com quebras que rondam os 33%, assim como Leiria e Santarém, ambas com registos de quedas em torno dos 19%. Em Portalegre também há menos anúncios (-21%) em novembro, face a março, quando começou a crise do coronavírus.