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Preço das casas: "É natural que se verifiquem algumas correções dos valores praticados"

As conclusões são de um inquérito realizado pela APEMIP junto de cerca de quatro mil profissionais imobiliários a operar em Portugal.

Photo by CALIN STAN on Unsplash
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Autor: Redação

Num inquérito realizado junto de quatro mil profissionais a operar em Portugal, entre 2 e 11 de fevereiro de 2021, a Associação dos Profissionais e Empresas de Mediação Imobiliária de Portugal (APEMIP) aferiu as consequências da pandemia e do novo confinamento junto do setor. No que diz respeito aos preços da oferta disponível, 62,5% dos profissionais apontaram para a sua manutenção, em janeiro, 31,4% para a sua quebra, e 6,1% registaram um aumento face ao mês anterior. Já em comparação com o período homólogo, 44,9% dos inquiridos afirmam que os preços se mantiveram, 37,5% que diminuíram e 17,6% que terão aumentado.

Para o presidente da APEMIP, Luís Lima, é “natural que os preços comecem a refletir os efeitos da quebra da procura e que se verifiquem algumas correções dos valores praticados”, considerando ainda que este fenómeno será particularmente notório no segmento habitacional mais alto/luxo, que se “ressente pela quebra da procura estrangeira” (62,6% dos inquiridos confirmam uma quebra deste negócio), uma vez que o mercado interno não tem tanta capacidade para absorver este tipo de ativos.

Quebra nas transações em janeiro

Segundo o inquérito realizado pela APEMIP, comparando a venda de imóveis no mês de janeiro com o mês anterior, 77,4% dos inquiridos confirmam uma quebra nas transações, contra 18% que indicam que o negócio se manteve, e 4,6% que declaram que terá aumentado.  Já em comparação com o período homólogo (janeiro de 2020), 82,4% apontam para uma quebra no negócio, 13% referem a sua manutenção e 4,6% o seu aumento.

Também a procura reflete já o impacto da situação pandémica, com 71% dos profissionais a assinalar o seu decréscimo face ao mês anterior, que sobre para 84,8% quando a comparação é efetuada com igual período do ano anterior. Para o presidente da APEMIP, estes números são desanimadores, e retratam as consequências do confinamento que entrou em vigor a 15 de janeiro, impedindo as empresas de mediação imobiliária de desenvolver a sua atividade normalmente, por não poderem realizar visitas presenciais, lê-se ainda no comunicado.

“Se no ano passado as empresas demonstravam algum otimismo apesar das circunstâncias, em 2021 a fadiga e as dificuldades que enfrentam é espelhada nos resultados deste Barómetro: por um lado, a quebra da procura começa a ser notória, por outro, as empresas continuam impedidas de fazer visitas e de desenvolver a sua atividade, o que se reflete no seu grau de otimismo para o desempenho do presente ano”, declara ainda o responsável, citado em comunicado.