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Renda Acessível em Lisboa: autarquia atribui mais 118 casas no centro da cidade

Segundo as regras do PRA, estabelecidas no Regulamento Municipal da Habitação, cada pessoa ou agregado gastará no máximo 30% do seu salário líquido na renda.

Photo by Freguesia de Estrela on Unsplash
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Autor: Redação

A Câmara Municipal de Lisboa (CML) atribuiu as primeiras 118 casas, de um total de 252, nos edifícios adquiridos pela autarquia à Segurança Social, no Saldanha, Avenida da República e Entrecampos. Em causa está a quinta edição do Programa Renda Acessível (PRA), que registou 5.635 candidaturas.

As habitações, com tipologias de T0 a T4, localizam-se na Av. da República, Campo Grande e Av. Visconde Valmor, distribuindo-se pelas freguesias de Arroios, Alvalade e Avenidas Novas, segundo a lista de casas divulgada pelo município.

De acordo com uma publicação do presidente da Câmara de Lisboa, Fernando Medina, na rede social Facebook, os candidatos a este quinto concurso "residem maioritariamente em Lisboa (55%)", a idade média é de 38 anos e são mulheres (59%). "Apresentam nível de escolaridade superior (44%) ou secundário (35%), com agregado familiar constituído por uma pessoa (54%) ou duas (23%), residem em habitação de familiares/amigos (42%) ou arrendada (40%) e com um rendimento médio mensal líquido de 1.154,85 euros", acrescenta Fernando Medina na mesma publicação.

Recorde-se que a autarquia lisboeta aprovou em julho de 2019, em reunião privada do executivo, a aquisição de 11 prédios da Segurança Social, no valor de 57,2 milhões de euros. A Câmara decidiu transformar os edifícios vagos, todos localizados em zonas centrais da capital, em habitação para arrendamento acessível e residências universitárias.

Na última edição do PRA, realizada em janeiro, o município atribuiu 48 casas, num concurso que registou 2.978 candidaturas, a maioria das quais de residentes fora do concelho. Nas cinco edições do Programa Renda Acessível realizadas, a autarquia atribuiu um total de 391 fogos.

Segundo as regras do PRA, estabelecidas no Regulamento Municipal da Habitação, cada pessoa ou agregado gastará no máximo 30% do seu salário líquido na renda.

*Com Lusa