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Crédito malparado na habitação cai no primeiro trimestre

Em causa estão dados divulgados pelo Banco de Portugal (BdP).

Crédito malparado baixa para 4,6% no primeiro trimestre
Malparado recuou 386 milhões entre dezembro de 2021 e março de 2021
Autor: Lusa

O crédito malparado da banca continuou a diminuir no primeiro trimestre, fixando-se nos 4,6%, menos 0,3 pontos percentuais que no final de 2020 e 1,4 pontos percentuais abaixo do trimestre homólogo, segundo dados divulgados pelo Banco de Portugal (BdP).

De acordo com o relatório do primeiro trimestre de 2021 do BdP sobre o sistema bancário português, o rácio de empréstimos não produtivos (NPL) diminuiu 0,3 pontos percentuais face ao trimestre anterior, para 4,6%, refletindo a diminuição dos NPL (-2,7%) e o aumento dos empréstimos incluídos no denominador (3,9%). O rácio de NPL líquido de imparidades situou-se em 2,0% (-0,2 pontos percentuais).

Segundo o BdP, o rácio de NPL bruto das empresas (sociedades não financeiras - SNF) diminuiu 0,5 pontos percentuais, para 9,2%, devido sobretudo à diminuição do numerador (NPL). Já nos particulares, o rácio de NPL manteve-se em 3,4%, observando-se um aumento de 0,2 pontos percentuais no consumo e outros fins, para 8,7%, e uma diminuição de 0,1 pontos percentuais no segmento de habitação, para 1,9%.

Malparado recuou 386 milhões entre dezembro de 2021 e março de 2021

Os dados divulgados pelo BdP apontam que o valor bruto do crédito malparado dos bancos portugueses recuou 386 milhões de euros entre dezembro de 2020 e março de 2021, situando-se nos 14.033 milhões de euros no final do primeiro trimestre deste ano. Em termos homólogos, a diminuição do valor dos empréstimos não produtivos foi de 2.672 milhões de euros.

Líquidos de imparidades, os empréstimos não produtivos somaram 6.245 milhões de euros no final de março de 2021, abaixo dos 6.245 milhões de euros de dezembro de 2020 e dos 8.141 milhões de euros homólogos.

Quanto ao rácio de cobertura dos NPL por imparidades, no final do primeiro trimestre aumentou 0,5 pontos percentuais, para 55,5%, devido à “diminuição dos NPL no segmento das SNF, compensada por uma redução relativamente menor das imparidades acumuladas”.

No segmento dos particulares, o rácio de cobertura manteve-se em 50,2%, observando-se uma diminuição de 1,2 pontos percentuais no consumo e outros fins, para 64,9%, e um “ligeiro aumento” de 0,1 pontos percentuais no segmento da habitação, para 30,7%.

De acordo com o BdP, no primeiro trimestre de 2021, a rendibilidade do ativo (ROA) da banca portuguesa (índice que representa a capacidade de gerar lucro com os ativos detidos) aumentou 0,2 pontos percentuais face ao primeiro trimestre de 2020, para 0,4%, refletindo sobretudo o “contributo positivo dos resultados de operações financeiras (+0,3 pontos percentuais)”.

O custo do risco de crédito diminuiu 0,14 pontos percentuais, situando-se em 0,54%, invertendo a tendência de aumento observada em 2020.