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Obras em casa na pandemia: gasta-se em média mais 56% por intervenção

Adjudicações aumentaram 10% e houve a abertura de 31 unidades da rede MELOM e Querido Mudei a Casa Obras.

Obras em casa
MELOM / Querido Mudei a Casa Obras
Autor: Redação

Fazer obras em casa é uma tendência impulsionada pela pandemia da Covid-19. E os resultados da MELOM e do Querido Mudei a Casa Obras (QMACO) mostram isso mesmo: houve um aumento de 10% nas adjudicações face ao período homólogo e, agora, gasta-se mais 56% por intervenção. O valor médio por obra fixou-se nos 15.215 euros (não considerando construções de raiz).

À rede de rede de franchising Melom e QMACO chegaram 9.515 pedidos de intervenções só entre janeiro e junho de 2021, número que “atesta a intenção comprovada dos portugueses em fazer obras em casa no atual contexto”, referem em comunicado enviado às redações.

E que quais foram as obras mais solicitadas neste período? A remodelação geral da casa mantém-se no topo das preferências, seguido de pequenas intervenções como pintura e canalização. Só no projeto ‘Casa de Sonho Remax’ registaram-se 342 novos pedidos até junho. Note-se que este último é um serviço chave na mão desenvolvido em parceria com a MELOM e que assegura todo o projeto de licenciamento e construção de moradias.

MELOM / Querido Mudei a Casa Obras
MELOM / Querido Mudei a Casa Obras
31 novas unidades no país

O interesse por realizar obras em casa foi tal que a MELOM e a QMACO fecharam o primeiro semestre de 2021 com uma faturação na ordem dos 16,1 milhões de euros. E impulsionou ainda a abertura de 31 novas unidades especializadas em obras de pequena e grande dimensão. Destas, dez dizem respeito a novas unidades Melom e 21 da insígnia QMACO.

Estas novas unidades situam-se de norte a sul do país, com especial evidência nos concelhos da Área Metropolitana de Lisboa (AML) com um reforço de 16 novas unidades, seguido da região do Algarve e do Porto que registaram cinco e quatro novas aberturas, respetivamente, refere ainda a publicação.

“Esta aposta é resultado do aumento na procura das nossas marcas, que vem confirmar a ideia de que com a fase do desconfinamento os portugueses estão agora aproveitar para melhorar e aprimorar as suas casas com pequenas e grandes obras”, avança João Range, diretor-geral da MELOM citado no documento. Houve mais cinco unidades a abrir na primeira metade de 2021 do que em igual período de 2020, refere ainda.

Pintar a casa
Imagem de Åsa K por Pixabay

Dinamismo até dezembro

Para a segunda metade do ano as perspetivas são também otimistas, sendo esperado um novo aumento no número de pedidos de obra.

E há pelo menos três motivos que estão por detrás desta previsão, explica João Range: primeiro, “no contexto atual as habitações estão a sofrer um desgaste rápido por utilização, como nunca havia acontecido". Em segundo lugar , "a saturação inerente a este tempo passado em casa motiva à remodelação e reabilitação”, disse. E, terceiro, “existe também a vontade de mudança de habitação, normalmente associada a uma remodelação total do novo imóvel”, acrescenta.